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SLC Agrícola (SLCE3): Bank of America eleva preço-alvo por menor impacto no caixa, mas mantém recomendação

10 jul 2026, 11:57 - atualizado em 10 jul 2026, 11:57
Slc agrícola slce3
(Imagem: YouTube/SLC Agrícola)

A revisão dos termos da aquisição de terras em Mato Grosso levou o Bank of America a elevar o preço-alvo para as ações da SLC Agrícola (SLCE3), mas não foi suficiente para mudar a visão cautelosa do banco sobre a companhia.

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Os analistas elevaram o preço-alvo de R$ 13,50 para R$ 14,50, ao mesmo tempo em que mantiveram a recomendação underperform (venda). Segundo o relatório, a redução do desembolso melhora o impacto da operação sobre o caixa, mas a aquisição continua sendo considerada cara e o cenário para a empresa permanece desafiador.

Na quinta-feira (9), a SLC anunciou a revisão da operação divulgada no fim de junho. Em vez de adquirir os 41,2 mil hectares previstos inicialmente por R$ 1,85 bilhão, a companhia passará a comprar 8,9 mil hectares por R$ 669,1 milhões, incluindo a infraestrutura instalada na propriedade, como silos e uma unidade de beneficiamento de algodão.

Para o Bank of America, a nova estrutura reduz a pressão sobre o caixa da empresa, mas implica um valor de aproximadamente R$ 72 mil por hectare agricultável, cerca de 11,8% superior ao valuation implícito da proposta original.

Outro ponto de atenção é que a SLC continuará dependente de áreas arrendadas. Dos 17,6 mil hectares que operava nas terras colocadas à venda pela Radar, apenas 8,9 mil hectares passarão a ser próprios. Os 8,7 mil hectares restantes continuarão sob arrendamento, sendo que parte das áreas foi adquirida pelo Grupo Bom Futuro e outra parte pelo Grupo Santa Maria.

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Na avaliação do banco, a companhia poderá perder, no médio prazo, as áreas atualmente arrendadas que passaram para o Bom Futuro ou terá de adquirir novas propriedades ou firmar novos contratos de arrendamento para manter sua área cultivada.

Além disso, o Bank of America segue vendo um cenário desfavorável para os preços das commodities agrícolas e um fluxo de caixa pressionado, fatores que, na visão dos analistas, limitam o potencial de valorização das ações, mesmo após a revisão dos termos da aquisição.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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