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Sem alívio no ciclo do gado até 2028: Santander rebaixa e corta alvos para JBS (JBSS32) e subsidiária

08 jul 2026, 12:34 - atualizado em 08 jul 2026, 12:34
boi gado carne veto UE jbs
(iStock.com/Phototreat)

A perspectiva para as empresas de proteína animal dos Estados Unidos ficou mais desafiadora na visão do Santander. Em relatório divulgado nesta terça-feira (8), o banco revisou suas projeções para o setor, passou a esperar que o ciclo negativo da pecuária bovina norte-americana se estenda até 2028 e rebaixou as recomendaões da JBS (JBSS32) e da sua subsidiária Pilgrim’s Pride Corporation (PPC) de compra para neutra.

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O Santander reduziu o preço-alvo dos papéis negociados pela JBS em Nova York de US$ 17,00, estimado para o fim de 2026, para US$ 15,20 ao fim de 2027. Para Pilgrim’s Pride, o banco cortou o preço-alvo de US$ 56,00, projetado para o fim de 2026, para US$ 37,50 ao fim de 2027.



Segundo os analistas, a expectativa é de novas revisões negativas para os lucros das companhias nos próximos trimestres, diante da deterioração dos fundamentos do mercado de carnes nos Estados Unidos.

No caso da JBS, o Santander afirma que o momento para os resultados se tornou mais desafiador e reduziu suas estimativas de Ebitda para 2026 e 2027 em praticamente todas as divisões da empresa.

Apesar de a listagem das ações na bolsa de Nova York ter reduzido o desconto de valuation em relação à Tyson Foods — com a JBS oferecendo yield de FCF de 9% para 2026 —, o banco avalia que a companhia ficou sem catalisadores relevantes de curto prazo após a inclusão no índice Russell 3000, no fim de junho.

Pilgrim’s Pride

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Embora o Santander destaque que a Pilgrim’s Pride negocia a um valuation mais atrativo entre as companhias sob sua cobertura, a 5,7 vezes EV/Ebitda projetado para 2026 e com yield de fluxo de caixa livre de 10%, os analistas entendem que o desconto não compensa a deterioração operacional.

O banco reduziu em 22% sua projeção de Ebitda para 2026 e agora espera uma queda de aproximadamente 30% no indicador em relação ao ano anterior.

A revisão incorpora uma recuperação mais lenta dos preços do frango, que ainda estavam cerca de 10% abaixo dos níveis de um ano antes no segundo trimestre, além do aumento dos estoques refrigerados desde abril, indicando que a oferta segue crescendo acima da demanda.

Tyson Foods

Para a Tyson Foods, o banco manteve a recomendação neutra, mas elevou o preço-alvo de US$ 64,00, referente ao fim de 2026, para US$ 69,00 ao fim de 2027.

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Apesar da alta no valor justo, os analistas avaliam que a ação negocia a 8,5 vezes EV/Ebitda projetado para 2026, ligeiramente acima da média histórica, e enxergam espaço limitado para revisões positivas de lucro.

“Temos uma visão pessimista para a divisão de carne bovina nos EUA até 2028. Por outro lado, nossas estimativas para os segmentos de frango e alimentos processados em 2026 estão próximas do limite superior da faixa de guidance da companhia”, explicam Guilherme Palhares, Laura Hirata e Ulises Argote.

Segundo os analistas, embora a Tyson tenha direcionado seu portfólio para produtos de maior valor agregado em frango, o que pode resultar em margens mais estáveis, eles ainda consideram baixa a visibilidade sobre a evolução dos lucros em comparação aos concorrentes. “Assim, vemos pouco espaço para revisões positivas das estimativas ou para uma reprecificação das ações”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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