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Petrobras ainda perde batalha para combustível importado

Gustavo Kahil - 11/03/2018 - 8:43

gasolina

Apesar da nova política de preços implementada pela Petrobras (PETR3; PETR4) em junho do ano passado, com o objetivo de enfrentar a concorrência externa, as importações de combustíveis continuam acima do esperado, conforme revelam os últimos dados publicados.

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Segundo uma análise do Santander, com base no publicado pela ANP, o percentual de importações de combustíveis aumentou de modo acentuado em janeiro.

“Mais especificamente: as importações de diesel foram responsáveis por 36% (contra 28% em dezembro) da produção doméstica mais importações; enquanto para a gasolina, representaram 16% ante 14% em dezembro”, aponta o analista Gustavo Allevato.

Ele pontua, contudo, que segundo dados da SECEX, as importações de combustíveis já apresentaram resultados desiguais em fevereiro, ante um aumento acentuado no mês anterior.

“Embora as importações de combustíveis tenham permanecido acima de nossas expectativas nos dois primeiros meses de 2018, reiteramos nossa opinião de que uma gradual tendência de queda nas importações deve ocorrer nos próximos meses, sobretudo devido ao recuo nas margens de refino para a gasolina e diesel que existiu desde o final de 2017, tornando as importações menos atrativas, em nossa opinião”, conclui.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na semana passada que a definição dos preços da gasolina e do gás pela Petrobras é autônoma e baseada na realidade de mercado, mas o governo estuda mudanças na tributação sobre os combustíveis.

Ainda “existe uma tributação grande” sobre os combustíveis, e o governo está começando a fazer uma avaliação sobre a necessidade, ou não, de “melhora na estrutura de impostos”, mas não há prazo para conclusão, acrescentou o ministro.