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Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) em alerta: Por que os ‘tubarões’ estão cautelosos

21 jul 2026, 11:40
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Em relatório do Itaú BBA, os analistas dizem que, no máximo, os investidores estão com uma participação equivalente ao peso de mercado no setor financeiro (Imagem: Montagem Canva Pro)

Os bancões não tiveram um bom trimestre na bolsa. Após dispararem em abril, as ações devolveram os ganhos. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu quase 7%, o Santander (SANB11), 18%, enquanto o Bradesco (BBDC4) ficou no zero a zero. Há também desconforto entre grandes gestores do mercado, também conhecidos como tubarões.

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Em relatório do Itaú BBA, os analistas dizem que, no máximo, os investidores estão com uma participação equivalente ao peso de mercado no setor financeiro, focados em qualidade e segurança, sem apetite por maior risco.

Entre os papéis, o BBA diz que o Bradesco é a maior dúvida. Isso porque a maioria está cética em relação às ações. A preocupação com o ciclo de crédito até diminuiu um pouco com dados de inflação mais moderados, mas continua sendo uma nuvem sobre o setor.

“Acreditamos que os mercados estão pouco confortáveis com a projeção do Bradesco para a expansão da margem ajustada ao risco neste ano e com a perspectiva para 2027, caso a economia desacelere abruptamente”.

A visão é diferente da do Itaú, que possui recomendação de compra para o papel. Para o BBA, o Bradesco possui o portfólio de crédito menos cíclico, enquanto o segmento de seguros (mais de 40% dos lucros) pode continuar impulsionando o crescimento dos resultados em um ritmo de dois dígitos.

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“Se a execução continuar no caminho certo, esperamos que o ceticismo dos investidores diminua e que as ações se reavaliem gradualmente”.

Já para o Banco do Brasil e o Santander, há uma visão negativa para ambos os papéis. O Itaú BBA não descarta uma nova rodada de piora das expectativas.

“Para P/VP (preço sobre valor patrimonial) e P/L (preço sobre lucro) semelhantes e rendimentos de dividendos ainda maiores, preferiríamos estar no Bradesco”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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