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Para manter nome, Nubank (ROXO34) compra banco carioca com 3 décadas de estrada

20 jul 2026, 18:49
nubank
(Imagem: Divulgação/Nubank)

O Nubank (ROXO34) deu um ‘jeitinho’ para manter o ‘bank’ em seu nome: comprou o carioca Banco Porto Real. Fundada em 1992, a instituição atua na concessão de crédito para clientes de atacado. Os valores da operação não foram divulgados.

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Com isso, o roxinho ‘vira a página’ para os requisitos da Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A norma proibia que empresas usassem termos como ‘banco’ ou ‘bancário’ em seus nomes, marcas ou sites sem possuir autorização específica para atuar nessa modalidade.

A licença bancária do Banco Porto Real se somará às demais licenças com as quais o Nubank já opera e que atendem plenamente ao seu modelo de negócios: Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).

‘A inclusão desta nova licença ao conglomerado prudencial da Nu Pagamentos S.A. – Instituição de Pagamento não impõe exigências adicionais de capital ou liquidez, preservando sua solidez e resiliência financeira’, informou a companhia.

Nova fase do Nubank

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A aquisição da licença ocorre em meio a uma nova fase do Nubank, marcada por uma maior aproximação com o sistema financeiro tradicional.

Após uma série de farpas entre o roxinho e os bancões, a companhia se filiou, em março, à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pouco depois de se consolidar como a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes.

Em dezembro do ano passado, as duas entidades chegaram a trocar ataques. A disputa girava em torno de quem pagava mais impostos no Brasil.

De um lado, os neobancos sempre criticaram as altas tarifas do sistema financeiro. Do outro, os bancões levantavam questões regulatórias, argumentando que as fintechs pagavam menos impostos do que os grandes bancos.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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