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O que precisa acontecer para ocorrer novo rali de ações? BlackRock explica

Valter Outeiro da Silveira - 20/03/2019 - 11:31
Instituição avalia possíveis drivers para valorização nos mercados acionários

Diante da escalada de valorização dos ativos financeiros ao redor do mundo no início do ano e, no front doméstico, da ansiedade pela chegada do Ibovespa a marca histórica dos 100 mil pontos, investidores se questionam: para onde vamos a partir de agora?

Em meio a questão, Richard Turnill, estrategista-chefe de investimentos da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, avalia qual panorama deverá ocorrer para novo rali dos ativos de risco.

Inicialmente, a instituição ressalta o cenário mais cauteloso, porém com tendência altista. “Nosso cenário base para 2019 é que a economia global e os lucros das empresas deverão desacelerar, mas ainda estarão crescentes, conforme nos aproximamos de um estágio de ciclo tardio”, afirma Turnill, ressaltando ainda o baixo risco de recessão no curto prazo.

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Outro ponto destacado pela BlackRock é a concomitância, talvez dicotômica, entre retornos nos mercados acionários e revisão dos lucros corporativos. A despeito do passado, Turnill alerta para possíveis reduções nas estimativas do mercado nos ganhos das companhias e o “amortecimento nos retornos das ações”, embora “ativos de risco historicamente tendam a se sair bem no ciclo tardio”.

Além disso, o recuo do indicador VIX, responsável por medir a volatilidade nos mercados em todo o mundo, para patamar abaixo da metade do visto durante o último mês de dezembro, quando houve pico, adiciona otimismo ao mercado atualmente, segundo a BlackRock.

Drivers em foco

Turnill avalia possíveis drivers de aumento do apetite ao risco, como recuo dos temores geopolíticos entre Pequim e Washington na guerra comercial, postura mais cautelosa na política monetária global e estabilização do crescimento na China e na Europa.

Em relação ao primeiro ponto, a instituição norte-americana ressalta a queda para níveis de 2018 de seu indicador de risco geopolítico entre China e EUA, porém destaca a permanência das tensões em torno de questões tecnológicas.

Já no viés mais parcimonioso dos bancos centrais ao redor do mundo, a BlackRock avalia que o Federal Reserve deverá manter o juro básico inalterado durante 2019. Já o BCE deverá realizar contração monetária somente em 2020.

Implicações para investimentos

A BlackRock acredita que os valuations da maioria dos ativos não parecem esticados, porém “seria cauteloso extrapolar o forte início de ano para o restante de 2019”. Neste panorama, o caminho para menos resistência a ativos de risco deve ser maior no curto prazo, porém Turnill solicita cautela no rebalanceamento da relação risco-retorno nos portfólios.

“Isso implica uma abordagem de barra para construir a resiliência do portfólio por meio de alocações substanciais em títulos do governo, acompanhados por riscos seletivos em áreas como ações norte-americanas e de mercados emergentes”, conclui a BlackRock.

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