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Lula: ‘Ninguém do Brasil seria louco de substituir a produção de comida por biocombustível’

22 abr 2026, 14:11 - atualizado em 22 abr 2026, 14:12
Lula
(Imagem: REUTERS/Washington Alves)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do agronegócio brasileiro nesta segunda-feira (20) e pediu que empresários alemães não se deixem levar por “mitos” sobre a produção de biocombustíveis no país. A declaração foi feita durante o encontro econômico Brasil-Alemanha, em Hannover.

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Segundo Lula, há uma narrativa equivocada de que os biocombustíveis competem com a produção de alimentos. Ele classificou essa visão como uma “mitologia” propagada por setores contrários à inovação tecnológica no setor energético e convidou estrangeiros a conhecerem a realidade brasileira de perto.

O presidente enfatizou que não existe qualquer possibilidade de o Brasil substituir a produção de alimentos pela de combustíveis. “Ninguém seria louco de trocar comida por biodiesel. As pessoas não comem diesel ou gasolina”, afirmou, acrescentando que é plenamente viável desenvolver simultaneamente ambos os setores.

Lula também reforçou que a expansão dos biocombustíveis não ameaça biomas como a Amazônia ou a Mata Atlântica e criticou a disseminação de informações que, segundo ele, não refletem dados técnicos reais.

Em seu discurso, o presidente afirmou ainda ter alertado autoridades alemãs — incluindo o chanceler Friedrich Merz — a buscarem informações mais aprofundadas antes de formar opinião sobre temas como transição energética, biocombustíveis e minerais estratégicos.

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Ao tratar da agenda internacional, Lula destacou que o transporte é um dos principais desafios da descarbonização na Europa e criticou possíveis barreiras da União Europeia aos biocombustíveis brasileiros.

Para ele, propostas em discussão ignoram práticas sustentáveis adotadas no Brasil e podem prejudicar produtores nacionais, além de limitar a oferta de energia limpa ao continente europeu.

O presidente também mencionou mecanismos recentes de cálculo de carbono adotados pelo bloco europeu, que, segundo ele, desconsideram o perfil de baixa emissão do sistema produtivo brasileiro, fortemente baseado em fontes renováveis.

Lula também afirmou que o Brasil busca avançar para deixar a condição de país em desenvolvimento, destacando o potencial de setores estratégicos como o de minerais críticos e terras raras. Segundo ele, esses recursos serão explorados com foco no desenvolvimento interno, e não apenas para atender à demanda externa.

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*Com informações da Agência Estado

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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