Comprar ou vender?

A empresa que pode ter um 2026 promissor e subir até 34% na bolsa, segundo o BTG

22 abr 2026, 8:56 - atualizado em 22 abr 2026, 8:56
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto) ID da foto: 862758024
Com MCMV forte, Direcional (DIRR3) deve ganhar tração em 2026, diz BTG (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)

A Direcional (DIRR3) começou 2026 com desempenho sólido e deve acelerar o ritmo de lançamentos ao longo do ano, sustentado principalmente pela demanda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), segundo o BTG Pactual.

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A avaliação positiva ocorre após encontro de analistas do banco com o CFO da companhia, Paulo Sousa, e o diretor de RI, André Damião, mesmo em um cenário de custos de construção mais pressionados.

Aceleração à vista

Ao BTG, os executivos da Direcional afirmaram que o primeiro trimestre (1T26) da empresa apresentou comercialização saudável em todas as regiões e projetos.

De fato, entre janeiro e março, as vendas líquidas da construtora atingiram R$ 1,6 bilhão, avanço de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 4% frente ao 4T25.

No acumulado de 12 meses, as vendas somam aproximadamente R$ 6,4 bilhões, crescimento de 7% na base anual.

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Ainda assim, a expectativa da administração é de ganho de tração nos próximos meses, seguindo a sazonalidade do setor, com maior volume de lançamentos no segundo e terceiro trimestres do ano.

A companhia vê a demanda sustentada pelo MCMV, que deve ganhar novo impulso em meio a mudanças que já estão sendo implementadas pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Entre elas, está a ampliação do programa para financiamento de imóveis de até R$ 600 mil e famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Custos sobem, mas margens seguem no radar

O BTG destacou também que, assim como outras construtoras, a Direcional vem enfrentando aumento nos seus custos primários e de insumos, como concreto, PVC e alumínio.

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Ainda assim, a avaliação da administração da empresa é de que esse movimento de alta não deve comprometer a rentabilidade futura.

Isso ocorre porque a construtora conta com estoques relevantes que ainda permitem algum repasse de preços, além de ganhos de eficiência em projetos mais antigos.

“O CFO acredita que a companhia mitigará essas pressões de custo, pois ainda mantém estoques relevantes com margem para aumentos de preço. Além disso, os novos lançamentos continuam gerando margens brutas saudáveis”, disse o banco.

Capital segue equilibrado

De acordo com o BTG, um dos principais pontos levantados pelos executivos foi o potencial de avanço para os lançamentos ao longo de 2026. Esse cenário está atrelado, principalmente, a mudanças no Plano Diretor de Belo Horizonte (MG), ainda em fase de aprovação, onde a empresa possui forte atuação.

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“Embora ainda esteja pendente de aprovação [prevista para maio], a Direcional já posicionou suas equipes de vendas e engenharia e garantiu um banco de terrenos crescente na região [de BH], o que poderia adicionar de R$ 300 milhões a 500 milhões em lançamentos ao ano”, afirmou o banco.

O CFO também reforçou aos analistas que, apesar da maior alavancagem, já que a empresa antecipou R$ 804 milhões em pagamentos de dividendos no final de 2025, a companhia ainda ostenta uma estrutura de capital saudável, com a geração de caixa livre (FCF) projetada para melhorar nos próximos trimestres.

Direcional (DIRR3): recomendação

O BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações DIRR3, com preço-alvo de R$ 20, o que implica um potencial de valorização de 34% frente ao último fechamento.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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