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Setor elétrico: O evento ruim para Axia (AXIA3) e Copel (CPLE3) e bom para Auren (AURE3), segundo Safra

20 abr 2026, 14:41 - atualizado em 20 abr 2026, 14:41
Setor elétrico
(Imagem: iStock/andreswd)

No setor elétrico, o clima é um fator determinante para as elétricas. Com grande dependência das hidrelétricas, chover demais ou de menos pode ter grandes impactos no preço de energia.

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E um evento em específico pode ser determinante para isso: o El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) indica que há 80% de chance de o fenômeno climático acontecer entre junho e agosto, com provável duração até janeiro.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também divulgou uma nota técnica sobre suas possíveis consequências para o Brasil a partir do segundo semestre de 2026.

Os impactos variam significativamente entre inverno e verão, mas as temperaturas tendem a ficar acima da média; as chuvas geralmente frustram no Nordeste e ficam acima do normal no Sul. Na Argentina, o fenômeno também implica volumes mais elevados de precipitação.

Qual ganha e perde?

Em relatório, o Safra traçou os possíveis impactos para as elétricas da bolsa. Os analistas recordam que, em episódios anteriores de El Niño no Brasil, a hidrologia nas regiões Sul e Sudeste foi forte o suficiente para derrubar os preços na comparação anual e promover uma recuperação dos níveis dos reservatórios.

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Mesmo assim, houve maior consumo de energia, já que as temperaturas subiram. Com o consumo maior para aliviar o calorão, distribuidoras como Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11) e CPFL (CPFE3) podem sair ganhando nessa história.

No lado das geradoras, as menos contratadas podem sofrer impactos negativos de curto prazo nos preços, caso o El Niño seja suficientemente forte, afetando potencialmente os resultados do 2T/3T26 de empresas como Axia (AXIA3) e Copel (CPLE3).

Já a Auren (AURE3), que possui maior nível de energia contratada, pode sair ganhando.

Sem impactos no longo prazo

Seja como for, o El Niño não altera as recomendações do Safra. Na visão dos analistas, os preços devem se sustentar em torno de BRL 240/MWh.

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A visão é de que o grande peso da geração distribuída na matriz elétrica brasileira, a alta volatilidade da geração renovável e os maiores retornos exigidos para novos projetos devem ser mais que suficientes para manter os valores lá em cima.

Há ainda outro fator: a alta do petróleo e do gás aumentaria os preços das usinas térmicas.

Mas…

O Safra diz ainda que está no radar uma possível mudança nos parâmetros de aversão ao risco incluídos nos modelos de preços.

Tanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) quanto a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já abriram uma consulta pública para revisar a metodologia de risco nos modelos de precificação de energia.

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Entidades que representam os consumidores de eletricidade pressionam por uma redução do peso atribuído a cenários hidrológicos mais severos — o que pode implicar preços médios mais baixos. Eventuais mudanças, se implementadas, entrarão em vigor em 2027.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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