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Raízen (RAIZ4): venda de usina é positiva, mas não basta para reduzir dívida, diz Citi; Adecoagro amplia moagem em 24%

20 jul 2026, 13:56 - atualizado em 20 jul 2026, 14:49
Raízen raiz4 empresas
(Imagem: Raízen/Divulgação)

A venda da Usina Caarapó para a Adecoagro representa mais um passo da Raízen (RAIZ4) na estratégia de simplificar seu portfólio de ativos, mas o impacto financeiro da operação ainda está longe de resolver o principal desafio da companhia: a elevada alavancagem. Por volta de 14h33, as ações da Raízen recuavam 3,45%.

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É o que avalia o Citi em relatório divulgado nesta segunda-feira (20), após a Adecoagro anunciar a compra da unidade localizada em Mato Grosso do Sul por R$ 760 milhões, valor que inclui os ativos da usina e os contratos de fornecimento de cana-de-açúcar. O pagamento será feito integralmente em dinheiro na conclusão da transação.

Vale lembrar que no final de junho, após a divulgação do balanço da Raízen no 4T26 (quarto trimestre da safra 2025/2026), o banco colocou a ação em revisão.

Na visão dos analistas, a entrada de caixa é positiva por contribuir para a otimização do portfólio da Raízen. Com a venda, a companhia deixará de operar usinas em Mato Grosso do Sul e passará a contar com 23 unidades, com capacidade de moagem de aproximadamente 69 milhões de toneladas de cana por safra.

Apesar disso, o Citi pondera que o montante levantado é insuficiente para promover uma desalavancagem relevante ou reequilibrar a estrutura de capital da empresa.

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“A venda é positiva, mas insuficiente para ajudar a companhia a desalavancar e ajustar sua estrutura de capital”, resumem os analistas Gabriel Barra e Pedro Gama.

Negócio fortalece posição da Adecoagro

Para a Adecoagro, por outro lado, o banco vê a aquisição como uma oportunidade atrativa de crescimento.

A Usina Caarapó moeu cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26 e está localizada a cerca de 100 quilômetros das usinas de Angélica e Ivinhema, já pertencentes à companhia.



Com a incorporação do ativo, a capacidade de moagem da Adecoagro deverá crescer 24%, alcançando aproximadamente 17,7 milhões de toneladas de cana por safra.

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Segundo o Citi, a operação foi fechada a um múltiplo considerado atrativo, de cerca de US$ 42 por tonelada de capacidade de moagem, abaixo do observado nas transações mais recentes do setor.

Fundamentos seguem desafiadores

Embora enxergue valor estratégico na aquisição, o Citi mantém uma visão cautelosa para o setor de açúcar e etanol.

Os analistas destacam que o aumento da produção doméstica de etanol pressiona os fundamentos do mercado, enquanto os preços do açúcar podem encontrar suporte caso um evento de El Niño reduza a produção global.

Por outro lado, o banco ressalta que o crescimento da demanda por açúcar pode perder força com o avanço dos medicamentos para perda de peso, fator que tende a limitar parte do potencial de alta da commodity.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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