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Esse frigorífico pode avançar 63%, segundo o BTG: ‘Um dos balanços mais sólidos do setor’

26 jun 2026, 12:25 - atualizado em 26 jun 2026, 12:25
Minerva brf frigoríficos jbs
(iStock.com/Henadzi Pechan)

A JBS (JBSS32) continua reunindo os elementos que sustentam uma das teses mais atrativas do setor de proteínas, na avaliação do BTG Pactual. O banco reiterou a recomendação de compra para as ações da companhia e estabeleceu preço-alvo de R$ 100, o que representa um potencial de valorização de 63% em relação aos níveis atuais.

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Após participar do Investor Day realizado nos Estados Unidos, os analistas destacaram a consistência da estratégia da empresa, apoiada na diversificação global das operações, na disciplina de alocação de capital e na forte geração de caixa.

Nos Estados Unidos, a JBS anunciou o fechamento de parte de sua capacidade de processamento de bovinos, reduzindo a capacidade anual de abate de 33 milhões para 27 milhões de cabeças. Segundo a companhia, a medida busca concentrar as operações em regiões com maior disponibilidade de gado e ampliar a diferença de margens em relação aos concorrentes.

A administração também apontou que uma eventual reabertura das importações de gado do México poderia aliviar significativamente a escassez de animais no mercado norte-americano, um dos principais desafios para a indústria local.

Nas demais operações, a estratégia segue voltada ao fortalecimento das marcas e à aproximação com o consumidor final. O BTG destaca o crescimento de marcas como Just Bare, Seara, Primo e Friboi, além da expansão da plataforma global de distribuição e exportação da companhia.

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Outro ponto que chamou a atenção dos analistas foi a estrutura financeira da JBS. O banco avalia que a empresa possui “um dos balanços patrimoniais mais sólidos do setor”, com prazo médio da dívida superior a 15 anos e custo médio de financiamento de 5,7%.

Além disso, a companhia reduziu em US$ 400 milhões o plano de expansão previsto para 2026, reforçando a disciplina financeira e a preservação de caixa.

Para os próximos anos, a JBS mantém sua estratégia baseada no crescimento orgânico, na expansão das operações nos Estados Unidos, no potencial uso das ações em futuras aquisições e na busca por uma eventual inclusão no índice S&P 500.

Embora o BTG tenha revisado para baixo as estimativas de lucro para 2026 em razão de uma visão mais cautelosa para as margens do negócio de bovinos nos Estados Unidos, o banco entende que a combinação entre valuation, diversificação geográfica, disciplina financeira e geração de caixa continua sustentando a recomendação de compra para as ações.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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