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Gustavo Kahil: Crianças, não briguem. Cantem hinos!

Gustavo Kahil - 28/02/2019 - 0:09

Por Gustavo Kahil, editor do Money Times

Olá, leitor!

Sei que o título deste artigo é provocador, mas em poucas linhas você vai entender.

A minha descendência é libanesa (Kahil) e alemã (Endler). E, na minha casa, éramos três irmãos, em uma mistura bem explosiva. Muita briga, mesmo. Qualquer coisa era motivo: fila para jogar o Atari, melhor lugar no sofá, cadeira na mesa de jantar, lugar no treliche…

Em poucos minutos as coisas começavam a voar.

Mas, antes disso, o meu pai – Seu Danilo -, arriscava apaziguar coisas em um tom calmo: “Crianças, não briguem. Cantem hinos!”. Nunca adiantou.

Esse nariz de cera todo, claro, para falar da orientação do MEC desta semana. O ministro Ricardo Vélez Rodrigues deu uma canetada – meio obrigatória – ordenando a criançada cantar o Hino Nacional nas escolas. Pior: gravando tudo isso e ainda mandando o slogan da campanha presidencial.


Recomendado: Aqui está a série que, na minha opinião, vai tirar você da inércia financeira. A Olivia Alonso, que é a publisher da Inversa Publicações, é de longe a pessoa que melhor explica o be-a-bá dos investimentos para qualquer um.

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De imediato, como esperado, a carta causou furor nas redes sociais.

Eu, que sou o mais pentelho dos irmãos, curto tudo o que é de pessoas alinhadas à esquerda nas redes sociais em uma estratégia para enganar o Facebook. Assim ele não me tira da festa e eu fico com o acesso exclusivo às bolhas ideológicas…ao menos até que alguém me expulse.

Em poucos minutos, meu radar infiltrado detectou, como num passe de mágica, uma virada de 180 graus no debate. Toda a grita em torno da reforma da Previdência se transformou em um Fla x Flu de nível pré-eleitoral de novo.

Há de se reconhecer que foi uma tacada primorosa, mesmo que talvez sem querer.

Essa “pauta dos costumes” do governo Bolsonaro, que inflama a internet, só serve para isso mesmo: desviar o foco. Eu mesmo acho que pouquíssimo dessas ideias de Damares e companhia vai passar. E as pessoas parecem gostar mais de debater coisas assim, já que tentar entender a nova Previdência é um bocado chato para o tumulto das redes;

Enquanto isso, a articulação no Congresso sai da tumba pós-Bebianno. A deputada Joice Hasselman é alçada para liderar a bancada governista e jogo começa para valer.

As crianças continuam brigando, umas cantam hinos, e a caravana vai passando.

E, se o assunto é a nova Previdência, aqui está o melhor que li recentemente sobre o assunto:

1 – Ivan Sant’Anna: A Previdência de cada um

A lenda do mercado relata em mais um texto imperdível a sua própria saga para a aposentadoria tranquila. E como isso não tem nada a ver com a ideia tradicional de ter dinheiro na velhice. Leia mais aqui

2 – Guia da nova Previdência para Haters

Todos os dias eu tuíto esta matéria. Ela é baseada em um estudo do Insper, que mostra em 10 gráficos, a posição da Previdência brasileira em relação ao sistema adotado em outros países e a necessidade da reforma. E, além disso, provar que as contas estão indo de mal a pior. Mande para seus amigos agora: aqui está o link.

3 – Quem é o Money Times?

Após muita gente me perguntar o que é o Money Times e o porquê de sua existência decidi fazer um vídeo para explicar. Espero que goste:

Por hoje é só, pessoal!

Um forte abraço!

Me conte o que você achou do texto. É só me mandar um e-mail: gustavo.kahil@moneytimes.com.br

Última atualização por Gustavo Kahil - 28/02/2019 - 0:24