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Bolsonaro tem chance única de aproximação com Washington, diz senador dos EUA

Valter Outeiro da Silveira - 04/02/2019 - 16:38

Os EUA devem ser grandes no Brasil. A opinião é de Marco Rubio, senador republicano pelo estado da Flórida, e exacerba o otimismo diante do maior approach nas relações bilaterais entre as duas maiores economias do continente americano.

Para o senador, “para a paz e estabilidade da região, é crucial que os EUA capitalize esta oportunidade histórica para aproximar as duas nações mais populosas do Ocidente”, declarou em artigo opinativo à CNN.

Rubio acredita que o Brasil está alinhado com Washington na questão venezuelana contra regimes autoritários. “A administração Trump deve agir rapidamente para avançar metas que seriam bem recebidas pelo governo Bolsonaro, como reforçar nossos laços de defesa e inteligência e aumentar o investimento no comércio”, declarou.

Brasil na OCDE

O republicano ainda destaca cooperação no setor de energia, na indústria espacial e na luta contra o terrorismo transacional, além de recomendar aos EUA apoiar a ascensão do Brasil à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

“Dando suporte à ascensão do Brasil na OCDE, os EUA podem ajudar a desenhar os planos futuros do país focados no mercado e na estabilização da economia”, completou Rubio, destacando ainda que tal contribuição não ocorreu no passado devido ao alinhamento de antigas lideranças a países em desenvolvimento e ao apoio de políticas contrárias aos princípios da OCDE.

Neste sentido, a entrada do País na OCDE permitiria participação nos trabalhos do órgão supranacional “de forma sustentada e abrangente”, gerando contribuição e cooperação tecnológica.

“Se o governo Bolsonaro está pronto para colocar o Brasil em seu lugar certo como potência econômica em ascensão e modernização, o apoio dos EUA a essa ascensão demonstraria o compromisso de nossa nação com o Brasil e com o desenvolvimento econômico e sustentável da América Latina como um todo”.

Via de mão dupla

A relação de comércio internacional entre China e EUA é “grande”, com mais de US$ 100 bilhões negociados em bens e serviços em 2017, destaca Rubio. “Como trabalhamos para expandir a relação de comércio entre nossas economias, nós devemos aprofundar nosso engajamento econômico bilateral e comprometimento com a troca justa e recíproca, o que poderia levar a benefícios mútuos para os nossos países”.

Desta forma, o senador republicano defende que o investimento bilateral entre Brasil e EUA no setor de energia, em particular, poderá criar estrutura de apoio a outros países em desenvolvimento do Ocidente reduzindo, por exemplo, a dependência de países sul-americanos do petróleo venezuelano, “que ajuda a criar dependência no regime do presidente Nicolas Maduro”.

Esquerda sem estabilidade

Rubio acredita que os antigos governos de esquerda minaram a estabilidade econômica e política do Brasil, gerando inflação elevada, aumento nas taxas de pobreza e declínio nos níveis de renda per capita.

Em contrapartida ao atraso econômico, “a administração nova de Bolsonaro oferece uma oportunidade para garantir uma aliança mais forte e estratégica com nossa nação, o que poderia beneficiar a população brasileira”.

Oportunidade histórica

“Enquanto a relação econômica com a China tem sido importante para o crescimento, os valores democráticos e culturais do Brasil naturalmente são muito mais alinhados com os EUA”, dispara Rubio, ressaltando que ambos os países possuem uma “oportunidade histórica de aprimoramento das relações econômicas e comerciais”.

Diante do novo governo, Rubio acredita que “a nova administração do presidente Bolsonaro oferece nova oportunidade para construir uma parceria mais forte entre Brasil e EUA, a fim de garantir paz continuada e expansão da prosperidade e estabilidade no Ocidente”, afirma Rubio.

“Os EUA devem aproveitar esta oportunidade”, conclui.

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Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 04/02/2019 - 16:43