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Fed precisa desinchar balanço de ativos em meio a recuperação econômica

Valter Outeiro da Silveira - 14/03/2019 - 14:40
Autoridade monetária necessita se desfazer de ativos comprados durante crise financeira de 2008

Aos poucos, em modo “autopiloto”. É esta forma que o Federal Reserve realiza atualmente desinchação de seu balanço de ativos, em meio a pressão do presidente Donald Trump e de Wall Street para não ocorrer elevação do juro básico.

No piloto automático, a autoridade norte-americana deixa os ativos considerados “podres” atingirem chegarem até a data de maturidade, não realizando venda direta ao mercado, o que torna o mecanismo de transmissão mais difuso e alongado em relação ao momentum de inchaço do balanço.

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O efeito é sentido não no Fed, mas sim no Tesouro, pela necessidade de emitir mais dívida para financiar os déficits crescentes e por se tornar comprador de títulos considerados “podres”, por não ter demanda de mercado.

Se ninguém quer, Tesouro compra

Nos próximos meses, o Fed deverá anunciar qual será seu novo plano para se desfazer dos ativos adquiridos durante a crise financeira iniciada em 2008. Por enquanto, a marcha é no piloto automático: deixa vencer os títulos, se ninguém comprar, o Tesouro leva.

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Somente em fevereiro, a autoridade monetária vendeu US$ 57 bilhões de títulos, levando seu balanço a casa aproximada de US$ 3,96 bilhões – menor patamar desde dezembro de 2013. Através da normalização de seu balanço, o Fed agora já se desfez de US$ 501 bilhões.

A era da dívida

A despeito do alto volume detido pelo Federal Reserve, a relação entre ativos totais e PIB se encontra em 19,4%. Nos anos iniciais do QE (Quantitative Easing), o balanço de ativos rodou próximo a 6%.

Como exemplo, o balanço de ativos do BCE (Banco Central Europeu) excede a casa dos 40 % do PIB e, o do BoJ (Bank of Japan), supera nada menos que 101% do PIB.

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