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É a hora de comprar as ações da Petrobras, ou o bonde já passou?

Gustavo Kahil - 09/10/2018 - 15:11
As ações da Petrobras já acumulam uma valorização de aproximadamente 67% em 2018

Sempre que o mercado brasileiro se torna mais otimista com o futuro, as ações da Petrobras (PETR4) são as primeiras a refletir tal sentimento. E não foi diferente nesta segunda-feira (9), o day after da eleição do 1º turno que montou o embate final entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O capitão do Exército, com 46% das intenções, é visto como um claro favorito. O Ibovespa decolou 4,57% e a estatal 11%. No ano, contudo, a valorização chega a 67%.  Ainda vale a pena comprar?

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A resposta para a pergunta, como tudo no mercado financeiro, não é unânime.

Os analistas do Bradesco BBI Vicente Falanga e Ricardo França, estão otimistas e dizem que o resultado de domingo aumentou as chances de ajuste fiscal parcial no País. “Apesar de prevermos desafios em relação à remoção de subsídios ao diesel, o câmbio poderia ajudar a Petrobras, que poderia retomar uma agenda de fluxo de notícias mais construtiva”, explicam. A recomendação foi atualizada para compra e o preço-alvo projetado é de R$ 40, o que sugere um potencial de valorização adicional de 50%.

A XP Investimentos revisou hoje a sua avaliação para a petroleira. “Nossa conclusão é que, apesar da recente alta após o 1º turno, acreditamos que a Petrobras oferece um risco-retorno equilibrado, com espaço adicional para reduzir o seu desconto a petroleiras globais em um desfecho de eleição pró-mercado e risco quantificável em um cenário adverso, em que a empresa não pode mais sustentar sua atual política de preços a partir de 2019”, diz o analista Gabriel Francisco.

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Em sua análise,  ele pontua que Bolsonaro tem propostas muito mais positivas para a empresa do que Haddad. Entre elas, a manutenção da política de preços, maior competitividade no setor de petróleo, fim ao monopólio e menor exigência de conteúdo local. Já o petista pretende controlar preços, interromper a privatização de estatais e avançar com a ideia de atuar como uma empresa de petróleo verticalmente integrada e presente nos setores de energia elétrica, biocombustíveis e petroquímicos.

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Com isso, a corretora chegou a três estimativas: assumindo a extensão da política de preços de combustíveis, mas não dos subsídios ao diesel: preço-alvo de R$28; assumindo a extensão da política de precificação da Petrobras, mas estendendo o programa de subsídios (conforme sinalizado por Bolsonaro): preço-alvo de R$33;  Assumindo preços de combustível fixos nos níveis atuais e sem repasse de preços de câmbio e petróleo (Haddad): Preço-alvo de R$22. “Destacamos que esse impacto pode ser maior em um cenário de depreciação maior do câmbio”, concluem. O cenário mais otimista implica em um upside de 24%.

O Itaú BBA, por sua vez, optou pela retirada das ações da Petrobras de sua carteira Top 5 nesta terça-feira. A equipe de análise, que inseriu os papéis no dia 15 de agosto no portfólio, devido ao forte resultado do segundo trimestre de 2018 e queda nos preços das ações, escolheu realizar lucros. Entretanto, o time de estratégia composto por Lucas Tambellini, Fábio Perina, Guilherme Reif e Larissa Nappo, “continua com uma expectativa de bons resultados para os próximos trimestres”.

Ou seja, a depender do seu horizonte de investimentos, ou de há quando tempo carrega as ações, este pode ser a hora de realizar lucros ou de apostar em uma alta adicional na ocasião da vitória de Bolsonaro.

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