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Com pior semestre desde 2022, analistas apontam ‘caminhos’ para o bitcoin (BTC) no segunda metade do ano: ‘certo desânimo com a indústria’

03 jul 2026, 11:25 - atualizado em 02 jul 2026, 15:54
Henry Oyama, diretor de estratégias de investimentos da Hashdex (esquerda) e Valter Rebelo, chefe de research da Empiricus, em evento Onde Investir no 2º Semestre do Seu Dinheiro (Imagem Divulgação)
Henry Oyama, diretor de estratégias de investimentos da Hashdex (esquerda) e Valter Rebelo, chefe de research da Empiricus, em evento Onde Investir no 2º Semestre do Seu Dinheiro (Imagem Divulgação)

O bitcoin (BTC) acumulou perdas de mais de 36% no primeiro semestre de 2026, o pior desde 2022. A falta de catalisadores positivos de preço não foi o único fator, mas também a sucessão de eventos negativos para as criptomoedas.

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A começar pelo início da guerra com o Irã, os ecos do conflito tarifário e a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) culminaram no que Henry Oyama, diretor de estratégias de investimentos da Hashdex, chamou de “desânimo” da indústria de criptomoedas.

“O cenário é bastante desafiador do ponto de vista de preços. Mas a gente vê pela primeira vez um grande descolamento dos fundamentos que regem o setor com os preços, até um certo risk-off desses ativos ou mesmo um desânimo da indústria”, diz Oyama, que falava no painel do evento Onde Investir no 2º Semestre, evento do portal Seu Dinheiro.

Veja o vídeo a seguir:

Ao lado dele, estava Valter Rebelo, chefe de research da Empiricus, que acredita que o cenário não deve melhorar mais adiante. “Juros mais altos, liquidez mais escassa e a liquidez do mercado vai toda para a inteligência artificial”, comenta.

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“Mas o mercado é cíclico”, continua ele, “e nós devemos pivotar eventualmente”.

Os catalisadores para o segundo semestre para o bitcoin (BTC) e as criptomoedas

Rebelo comenta que a dinâmica da Strategy, que detém a maior carteira privada de bitcoin do planeta, pode atuar como uma “rede de salvação” do mercado em momentos de forte queda.

“Um gatilho positivo que eu vejo é uma eventual aprovação do Clarity Act”, afirma o analista da Empiricus, em referência à lei em debate nos Estados Unidos que regula o mercado de criptomoedas por lá e dá mais clareza regulatória ao setor.

Do mesmo modo, Oyama, da Hashdex, destaca que a aprovação de uma outra medida, que permite que fundos de pensão invistam em criptomoedas, também tende a destravar um mercado bilionário para o bitcoin.

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Veja o evento completo no YouTube:

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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