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Com mercado mais seletivo, analistas refazem carteira recomendada de criptomoedas; veja lista

02 jul 2026, 7:00 - atualizado em 01 jul 2026, 13:45
Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas em queda (Imagem: ChatGPT)
Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas em queda (Imagem: ChatGPT)

O mercado de criptomoedas entra em julho em um momento de maior cautela, após um primeiro semestre marcado por expansão — seguida de uma forte correção.

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Relatórios de casas de análise como Bitso, Coinext, Boost Research e Foxbit indicam que o ambiente atual combina juros elevados, menor fluxo institucional e uma rotação mais seletiva de capital, cenário que tende a favorecer ativos com fundamentos sólidos e utilidade comprovada.

Em outras palavras, os analistas emxergam um mercado cada vez mais seletivo em meio a uma incerteza generalizada.

Começando pela maior criptomoeda do mundo, o bitcoin (BTC) registrou perdas de suportes importantes nas últimas semanas do mês, reforçando um quadro mais defensivo.

Os preços chegaram a tocar os US$ 75 mil e recuar abaixo dos US$ 60 mil em meio à saída de recursos de ETFs, expectativa de novos aumentos de juros nos Estados Unidos e liquidações no mercado alavancado.

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Para julho, o mercado deve continuar sensível ao ambiente macroeconômico, com o bitcoin funcionando como principal termômetro. Ao mesmo tempo, a tendência de valorização de infraestrutura, eficiência operacional e integração com o sistema financeiro tradicional deve se intensificar.

Veja a carteira recomendada para julho. Na sequência, leia uma análise detalhada sobre cada criptomoeda.

Veja a carteira recomendada para julho

CriptomoedaNº de recomendações
Bitcoin (BTC)3
Chainlink (LINK)3
Ethereum (ETH)2
Solana (SOL)2
Arbitrum (ARB)1
Aave (AAVE)1
Polygon (POL)1
Ondo Finance (ONDO)1
Injective (INJ)1
Pendle (PENDLE)1
Stellar (XLM)1
Hyperliquid (HYPE)1

Ethereum mantém relevância estrutural

O ethereum (ETH) aparece como o principal elo entre estabilidade e crescimento dentro do mercado cripto. Mesmo em um ambiente mais cauteloso, a rede continua sendo o principal hub para aplicações descentralizadas, stablecoins e tokenização de ativos.

Sua importância estrutural permanece intacta, sustentada pelo avanço das soluções de segunda camada (Layer 2 ou L2) e pelo aumento do uso de aplicações financeiras baseadas em blockchain.

Altcoins ganham espaço com foco em utilidade

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Entre as altcoins, a Chainlink (LINK) continua com sua relevância cresce à medida que o mercado avança na tokenização de ativos do mundo real (RWAs). A rede de oráculos se consolida como infraestrutura essencial para conectar dados externos a contratos inteligentes e integrar sistemas financeiros tradicionais ao ambiente blockchain.

Projetos ligados a interoperabilidade e dados confiáveis estão entre os principais beneficiários dessa tendência, que envolve desde bancos até grandes instituições globais.

Outro destaque recorrente é a Solana (SOL), que segue como uma das principais apostas em termos de crescimento. A rede se destaca pela capacidade de oferecer alta escalabilidade e baixo custo, mantendo competitividade em aplicações voltadas ao usuário final, como pagamentos digitais.

Ainda que sujeita a maior volatilidade, a criptomoeda pode se beneficiar de uma eventual rotação de capital em busca de ativos com maior potencial de valorização, especialmente em um contexto de enfraquecimento do bitcoin no curto prazo.

Narrativas estruturais ganham força

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Os relatórios também apontam uma mudança clara nas narrativas que devem guiar o mercado ao longo do segundo semestre. Entre os principais temas estão a tokenização de ativos reais (RWA), a expansão de stablecoins, o crescimento de protocolos de DeFi com receita comprovada e o avanço de plataformas de derivativos.

Para julho, a Polygon (POL) pode ser interessante para perfis de investidores com maior tolerância à volatilidade e horizonte de médio prazo, especialmente se o crescimento em pagamentos e RWAs continuar se consolidando.

Além disso, nesse contexto, ativos como Ondo Finance (ONDO), que atua na tokenização de títulos do Tesouro americano, e Stellar (XLM), voltado a pagamentos e liquidação institucional, aparecem como exemplos de projetos alinhados à adoção por grandes players financeiros.

Da mesma forma, protocolos como Pendle (PENDLE), focado na negociação de rendimento futuro, e Injective (INJ), voltado à infraestrutura financeira on-chain, ganham espaço por apresentarem modelos de receita e casos de uso mais claros.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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