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Carteiras privadas: Autocustódia de criptomoedas avança no interior, diz levantamento

07 out 2026, 14:28
Empresas que adotam a estratégia de encarteiramento de bitcoin (BTC) e criptomoedas (Imagem Gemini Pro)
Empresas que adotam a estratégia de encarteiramento de bitcoin (BTC) e criptomoedas (Imagem Gemini Pro)

procura por soluções que permitem aos investidores guardar diretamente seus criptoativos e criptomoedas sem a necessidade de um intermediário está avançando para além dos grandes centros urbanos.

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Entre janeiro e agosto de 2026, os municípios do interior responderam por 37,65% do volume financeiro analisado pela DSEC Labs, ante 12,32% no mesmo período de 2025. Em um ano, a participação do interior cresceu 25,33 pontos percentuais e mais do que triplicou.

No sentido contrário, a fatia das capitais caiu de 87,68% para 62,35%, embora elas ainda concentrem a maior parte da demanda registrada pela empresa.

O levantamento considera a localização dos consumidores da DSEC Labs e compara os oito primeiros meses de 2025 com o mesmo intervalo de 2026. A análise foi dividida por estados, regiões e cidades.

“Durante muito tempo, o mercado de criptoativos ficou bastante associado aos grandes centros. O que começa a aparecer nos dados é uma procura por autocustódia geograficamente mais distribuída”, afirma Leonardo Maximiliano, CEO da DSEC Labs. Segundo o executivo, o crescimento do interior indica que a discussão sobre proteção e armazenamento de ativos digitais está chegando a novos públicos.

São Paulo ainda lidera

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Apesar da desconcentração geográfica, São Paulo continua sendo o principal mercado da companhia para soluções de autocustódia. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina completam as cinco primeiras posições do levantamento referente ao período entre janeiro e agosto de 2026.

Na divisão regional, o Sudeste responde por 51,35% da base analisada. O Sul aparece em seguida, com 17,36%, enquanto o Nordeste representa 16,99%. Centro-Oeste e Norte registram participações de 7,06% e 4,97%, respectivamente.

A proximidade entre as fatias do Sul e do Nordeste indica que o interesse por autocustódia já não está restrito às regiões de maior renda ou aos tradicionais polos do mercado financeiro. A demanda aparece, em diferentes proporções, em todas as regiões brasileiras contempladas pelo estudo.

Entre os dez estados com maior procura estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Estados menores registram crescimento

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O avanço também pode ser observado em mercados que partem de bases menores. Tocantins apresentou crescimento de 129,1% na comparação com os oito primeiros meses de 2025. Rondônia registrou alta de 64,6%, seguido por Maranhão, com 40,8%, e Piauí, com 28,1%.

Esses percentuais, contudo, não significam que os estados tenham ultrapassado os principais mercados do país em volume financeiro. Como as bases iniciais são menores, as variações devem ser interpretadas como um sinal de expansão da procura dentro da amostra analisada, e não como um retrato definitivo de todo o setor brasileiro de criptoativos.

No recorte por cidades, São Paulo e Rio de Janeiro continuam entre os principais mercados, acompanhados por Brasília, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte. Municípios fora das capitais, porém, passaram a apresentar maior participação e crescimento anual, reforçando a tendência de desconcentração observada pela empresa.

O que é a autocustódia de criptomoedas

Na autocustódia, o próprio usuário mantém o controle das chaves privadas necessárias para movimentar seus criptoativos, em vez de delegar integralmente essa função a uma corretora ou outro intermediário.

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Uma das alternativas utilizadas nesse modelo são as chamadas hardware wallets, dispositivos desenvolvidos para manter as chaves privadas separadas de ambientes permanentemente conectados à internet e autorizar transações.

A autonomia, porém, também transfere ao proprietário responsabilidades relacionadas à proteção das credenciais e à recuperação do acesso aos ativos. “A autocustódia dá ao usuário controle direto sobre o próprio patrimônio, mas esse controle vem acompanhado de responsabilidade. Conforme esse mercado chega a públicos diferentes e a novas regiões, a educação sobre segurança se torna ainda mais importante. É preciso entender como proteger as chaves, armazenar corretamente a frase de recuperação e evitar práticas que possam comprometer o acesso aos ativos”, explica Maximiliano.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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