Criptomoedas para acompanhar em outubro: Bitcoin (BTC) mostra sua força e analistas focam em protocolos de receita; veja recomendações
Outubro começa com um verdadeiro cabo de guerra para o mercado de criptomoedas. Por isso, os analistas ouvidos pelo Crypto Times focaram suas recomendações em protocolos que geram receita e, é claro, no ouro digital — o bitcoin (BTC).
Na visão de Felipe Mendes, Head of Research da Vault Capital, os ativos mais interessantes para outubro são aqueles capazes de gerar receita recorrente e capturar valor diretamente para os detentores dos tokens.
Já a análise de Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, privilegia projetos que possuem catalisadores específicos para as próximas semanas, incluindo eventos, atualizações tecnológicas e avanços institucionais.
O principal risco para o mercado continua sendo o cenário macroeconômico. Novas altas de juros nos Estados Unidos podem reduzir o apetite por ativos de risco, especialmente entre as criptomoedas de menor capitalização.
Por isso, especialistas destacam a importância de manter o bitcoin como base da exposição ao setor, utilizando as demais teses para buscar crescimento adicional da carteira.
Recomendações para outubro
| Ativo | Ticker | Tese principal |
| Bitcoin | BTC | Fluxos institucionais, ETFs, escassez e histórico favorável do “Uptober” |
| Ethereum | ETH | Atualização Glamsterdam e liderança em DeFi, stablecoins e tokenização |
| Uniswap | UNI | Captura de receita do protocolo e possível estreia de futuros na CME |
| Ondo | ONDO | Crescimento da tokenização de ativos do mundo real (RWAs) |
| Sui | SUI | Sui Basecamp 2026 e evolução do ecossistema |
| Aave | AAVE | Recompra de tokens, Aavenomics 3.0 e expansão dos empréstimos DeFi |
| Pendle | PENDLE | Mercado de rendimentos tokenizados e renda fixa on-chain |
| Aerodrome | AERO | Integração entre Base e Optimism e novo modelo de distribuição de receitas |
Pente fono nas recomendações
De um lado, o ambiente macroeconômico continua incerto, com investidores monitorando os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e os dados de inflação dos Estados Unidos.
Do outro, a indústria cripto avança em frentes importantes, como tokenização de ativos do mundo real, expansão das finanças descentralizadas (DeFi), atualizações de infraestrutura e maior participação institucional no setor. Com isso, diferentes teses de investimento disputam a atenção dos investidores neste mês.
O ponto de convergência entre as duas análises é o bitcoin (BTC). A maior criptomoeda do mercado encerrou o terceiro trimestre em recuperação consistente, impulsionada pelos fluxos para ETFs à vista e pelo retorno da demanda institucional.
Além disso, outubro carrega a fama do chamado “Uptober”, período historicamente positivo para o BTC. Embora o passado não seja garantia de desempenho futuro, a combinação entre escassez, liquidez e participação crescente de investidores institucionais mantém o ativo como principal referência do setor.
Altcoins também entram na conta
Outro nome que aparece em destaque é a Uniswap (UNI). A maior exchange descentralizada do mercado vive um momento de transformação após a implementação de mecanismos que permitem captura de receita pelo token.
Ao mesmo tempo, a expectativa pelo lançamento de contratos futuros de UNI na CME representa um passo importante na aproximação entre DeFi e mercado financeiro tradicional, ampliando as possibilidades de exposição institucional ao ativo.
Entre os projetos focados em infraestrutura blockchain, o ethereum (ETH) segue no radar dos investidores. O avanço da atualização Glamsterdam, que busca ampliar a eficiência e capacidade da rede, reforça o papel do Ethereum como principal plataforma para aplicações descentralizadas, stablecoins, tokenização e serviços financeiros digitais.
A evolução tecnológica da rede pode funcionar como um importante vetor de valorização ao longo do mês.
Já no segmento de tokenização, duas narrativas ganham destaque. A primeira é liderada pela Ondo (ONDO), projeto que vem ampliando sua presença no mercado de ativos do mundo real (Real World Assets ou RWAs), conectando instrumentos financeiros tradicionais ao ambiente blockchain.
A segunda aparece indiretamente em protocolos como Pendle (PENDLE), selecionado pela Vault Capital por explorar o mercado de rendimentos tokenizados e produtos de renda fixa on-chain, uma das tendências mais relevantes do setor atualmente.
No universo das altcoins, a Sui (SUI) chama atenção pela realização do Sui Basecamp 2026, principal evento do ecossistema, marcado para os dias 7 e 8 de outubro.
O encontro deve trazer novidades envolvendo pagamentos, stablecoins, inteligência artificial e evolução tecnológica da rede. Em contrapartida, o cronograma de desbloqueio de tokens pode aumentar a volatilidade no curto prazo.
A seleção da Vault Capital também inclui a Aave (AAVE), principal protocolo de empréstimos descentralizados do mercado, que continua avançando em programas de recompra de tokens e no desenvolvimento de sua nova estrutura econômica.
Outro destaque é a Aerodrome (AERO), protocolo que passa por uma importante migração operacional neste mês e busca consolidar sua posição dentro do ecossistema da Base e da Optimism.
Apesar do potencial de crescimento, trata-se também de uma das apostas mais arriscadas da lista devido aos desafios de execução envolvidos no processo.