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Bitcoin (BTC) vive ‘semana de ouro’: Alta de quase 25% coloca desempenho da criptomoeda entre os 1% melhores resultados desde 2020, diz Binance Research

27 ago 2026, 14:06
Bitcoin (BTC) em ritmo de touros para outubro (Imagem Gemini Pro)
Bitcoin (BTC) em ritmo de touros para outubro (Imagem Gemini Pro)

O bitcoin (BTC) registrou uma das mais fortes altas semanais de sua história recente. Em sete dias, a maior criptomoeda do mundo avançou 24,8% — movimento que, segundo a Binance Research, está entre os 1% maiores ganhos semanais do BTC desde 2020.

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A disparada ocorre após meses de desempenho mais fraco, baixo volume de negociação e posicionamento defensivo dos investidores. Para Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, a valorização mostra a sensibilidade das criptomoedas às mudanças rápidas no cenário macroeconômico e nas condições de liquidez.

“O que vimos nesta semana não foi apenas uma forte valorização, e sim uma demonstração de como as criptomoedas reagem rapidamente quando o cenário macroeconômico muda”, afirmou Sarandy.

Segundo o executivo, a combinação de um dólar mais fraco, menor expectativa de retornos reais em renda fixa e o retorno da demanda aos mercados criou um ambiente favorável para uma valorização acelerada do bitcoin.

“Para o investidor brasileiro, isso reforça o papel de ativo de alta liquidez do bitcoin, mas também seu potencial para diversificação de carteiras de investimento”, disse.

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Alta de 24,8% do bitcoin (BTC) é rara

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A Binance Research classificou a valorização semanal de 24,8% como um movimento de 2,5 desvios-padrão, ou 2,5 sigmas. Na prática, isso coloca o desempenho entre os 1% melhores movimentos semanais do Bitcoin desde 2020.

Os dados históricos também sugerem que movimentos dessa magnitude podem ser acompanhados por uma continuidade da valorização.

Isso, porém, não significa que a criptomoeda esteja diante de uma nova tendência de alta confirmada. Com grande parte das posições vendidas já eliminada, o mercado passa a depender mais da continuidade da demanda no mercado à vista e dos ETFs.

Caso os fluxos positivos persistam por várias semanas, o movimento poderá indicar uma melhora mais estrutural do sentimento dos investidores.

Os impulsos do BTC

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Para os analistas, o movimento de valorização começou após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar, de forma inesperada, a duplicação das recompras de títulos de longo prazo. Na ocasião, o rendimento do Treasury de 30 anos chegou a 5,34%.

O mercado interpretou a medida como uma resposta à pressão no mercado de títulos, em um momento em que dados mais fracos do mercado de trabalho reduziam o espaço para o Federal Reserve apertar ainda mais a política monetária para combater a inflação.

Com a pressão sobre os rendimentos sendo parcialmente transferida para o dólar, ativos que não geram rendimento, como o bitcoin, passaram a ganhar atratividade. Historicamente, o BTC tende a se beneficiar de um dólar mais fraco e de menores retornos reais esperados para dinheiro e títulos.

Outro ponto importante foram os fluxos positivos para os ETFs de criptomoedas. Os fundos de índice de bitcoin registraram US$ 1,92 bilhão em entradas na semana, o melhor resultado em 10 meses. Ao mesmo tempo, US$ 2,7 bilhões em posições vendidas foram liquidados.

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Segundo a Binance Research, a demanda à vista e no mercado de contratos perpétuos tornou-se positiva simultaneamente pela primeira vez desde a alta registrada em 25 de outubro.

Para a Binance, o dado é relevante porque indica que a alta não foi explicada apenas pelo fechamento forçado de posições vendidas, mas que houve retorno de compradores tanto no mercado à vista quanto no de derivativos.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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