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Três cenários, três hipóteses: Citigroup analisa guerra comercial e Fed

Valter Outeiro da Silveira - 11/06/2019 - 6:16
Banco considera como cenário-base ocorrência de bear market nos EUA (Imagem: Pixabay)

O Citigroup acredita que a junção entre escalda das tensões comerciais e não corte do juro básico pelo federal Reserve poderá levar o índice S&P 500 para 2.350 pontos, entrando em bear market, por cair mais de 20% de desvalorização diante do pico atingido em abril.

“As tensões estão se acumulando e o resultado parece provavelmente mais ser guiado por política, ao invés de economia”, disse a equipe global de análise macroeconômica do Citigroup, segundo a Bloomberg.

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Três cenários

O cenário-base da instituição é Trump aplicar tarifas sobre os 25% restantes de produtos chineses ainda não impactados pela restrição comercial, em estratégia de “choque e pavor” para maior persuasão no fechamento do acordo, segundo o Citi.

O banco também acredita que, em caso de manutenção da política monetária pelo Fed, o yield de Treasuries de 10 anos pode cair para 1,5%. Neste panorama, o ouro chegaria a US$ 1.600 a onça troy. Seria o maior nível desde 2013.

Maior otimismo?

Os outros dois cenários propostos pela equipe de análise macroeconômica do Citigroup são mais otimistas. O primeiro projeta não resolução da guerra comercial, porém com corte de 75 pontos-base da Fed Funds Rate. Neste caso, os analistas projetam yield do título dos EUA de 10 anos a 2%, com ouro em US$ 1.500 a onça e novas máximas para o S&P.

Por sua vez, o terceiro contempla resolução da guerra comercial no final deste mês no G20 em Osaka, no Japão, quando o presidente dos EUA Donald Trump deverá se encontrar com o presidente da China Xi Jinping.

A instituição projeta valorização das ações, com “performance dos mercados emergentes significantemente superior” à média dos mercados, acompanhado de alta dos yields de 10 anos de Treasuries e recuo do ouro, com desvalorização do dólar.

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Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 11/06/2019 - 9:26