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Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11): XP contraria BTG e BBI, recomenda as duas — mas tem uma favorita

25 set 2026, 11:46
Suzano klabin irani suzb3 rani3 klbn11
Assim como BTG e BBI, a XP separa a melhora conjuntural da celulose de seus desafios estruturais. É melhor ter Suzano ou Klabin? (iStock.com/Yanukit Raiva)

A XP Investimentos destoou de outras casas nas recomendações para Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Embora também tenha uma preferência entre as duas, a corretora vê espaço para ambas aproveitarem o momento mais favorável dos preços da celulose no curto prazo e reiterou recomendação de compra para os dois papéis.

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Para a Suzano, a XP estabeleceu preço-alvo de R$ 60, o que representa potencial de valorização de 31,61%. Já para a Klabin, o preço-alvo é de R$ 24, com upside de 31,29%.

Apesar de enxergar um bom espaço para as duas, a XP considera a Suzano o melhor ativo para capturar o atual “momentum” positivo dos preços da celulose.



A leitura difere das recomendações recentes de BTG Pactual e Bradesco BBI, que também enxergam a Suzano como a principal escolha no setor, mas adotam uma postura mais cautelosa com a Klabin.

Em relatório publicado nesta semana, o BTG classificou a atual recuperação da celulose como um “miniciclo”, puxado principalmente pela retomada das compras chinesas, estoques menores e oferta mais restrita.

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O banco recomendou compra para Suzano, com preço-alvo de R$ 72, mas manteve Klabin com recomendação neutra e alvo de R$ 23.

O Bradesco BBI foi na mesma direção. O banco manteve a Suzano como sua principal escolha entre as produtoras de celulose, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 59, mas rebaixou Klabin de compra para neutra e reduziu seu preço-alvo de R$ 24 para R$ 21.

A XP, portanto, compartilha a preferência pela Suzano, mas se diferencia ao manter uma visão positiva também para KLBN11.

O que sustenta Suzano e Klabin no curto prazo?

Segundo a XP, o setor de papel e celulose ficou significativamente atrás do mercado nos últimos 12 meses, pressionado pela valorização do real e pelos fundamentos mais fracos da commodity. O cenário, porém, tornou-se mais favorável no curto prazo.

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Entre os fatores citados estão a menor disponibilidade de celulose no mercado spot, a redução dos estoques e a inflação de custos enfrentada pelos produtores integrados chineses.

A casa também destaca os recentes anúncios de reajustes de preços da celulose para setembro e outubro de 2026. No caso da Suzano, a companhia anunciou um novo aumento para outubro, reforçando a percepção de melhora no mercado.



Com isso, SUZB3 e KLBN11 acumularam altas entre 5% e 15% no último mês, segundo os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano.

Na avaliação da XP, a disponibilidade limitada no mercado spot, a entrada restrita de nova oferta durante o terceiro trimestre, a queda dos estoques e a pressão sobre os custos dos produtores integrados devem continuar dando sustentação aos preços da celulose no início do quarto trimestre.

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Um dos sinais dessa pressão vem da matéria-prima utilizada pelos produtores chineses. Os preços dos cavacos importados do Vietnã avançaram US$ 20 por tonelada no acumulado do ano.

Proteção contra incertezas

A XP também enxerga Suzano e Klabin como alternativas defensivas em um ambiente de maior incerteza macroeconômica.

Segundo a casa, o ciclo eleitoral brasileiro e o aumento das tensões geopolíticas podem manter a volatilidade elevada, favorecendo empresas de menor beta e com receitas denominadas em dólar.

É nesse cenário que Suzano e Klabin aparecem como alternativas de hedge para os portfólios, segundo os analistas.

Suzano ou Klabin?

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Embora recomende compra das duas ações, a XP enxerga características diferentes para cada tese.

A Suzano é considerada a melhor opção para capturar diretamente a melhora dos preços da celulose no curto prazo. Já a Klabin oferece, na avaliação da casa, um perfil de risco menor, devido à exposição relativamente mais baixa ao excesso de capacidade do mercado chinês de celulose e ao portfólio mais diversificado de produtos.

Os valuations também ajudam a sustentar a recomendação.

A XP calcula um FCF yield — rendimento do fluxo de caixa livre em relação ao valor de mercado — recorrente de 8,1% para Suzano em 2027 e de 6,9% para Klabin.

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Esse retorno pode melhorar conforme os investimentos das empresas convergem para níveis de manutenção e as duas companhias avancem no processo de desalavancagem. Até 2030, a XP estima que os FCF yields reais podem alcançar entre 11% e 12%.

Curto prazo positivo, longo prazo ainda preocupa

A visão mais construtiva para as ações no curto prazo não significa, porém, que a XP tenha se tornado otimista com o ciclo estrutural da celulose.

A casa continua cautelosa com os preços da commodity no longo prazo e trabalha com uma premissa de US$ 560 por tonelada para a celulose de fibra curta, ou BHKP, a partir de 2028.

Entre os principais riscos estão a baixa rentabilidade dos produtores de papel, a entrada de aproximadamente 10 milhões de toneladas de capacidade integrada na China entre 2026 e 2028 e novos projetos de celulose de mercado.

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A XP cita especificamente o Oki II, da APP, previsto para o primeiro trimestre de 2027, e o projeto Sucuriú, da Arauco, esperado para o quarto trimestre daquele ano.

Outro ponto de atenção é uma eventual queda dos preços dos cavacos de madeira na China. Para a XP, esse risco se tornou mais crível diante da intenção chinesa de reduzir gradualmente a dependência de produtos semimanufaturados importados e elevar a competitividade de sua indústria.

Assim como BTG e BBI, portanto, a XP separa a melhora conjuntural da celulose de seus desafios estruturais. A principal diferença está nas recomendações: enquanto BTG e BBI mantêm postura neutra para Klabin, a XP ainda vê uma relação entre risco e retorno atrativa nas duas companhias e recomenda compra tanto de SUZB3 quanto de KLBN11.

Entre elas, porém, Suzano continua sendo a favorita para capturar o momento positivo dos preços da celulose.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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