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Suzano (SUZB3): BTG vê potencial de alta de 62% e melhora no curto prazo, mas alerta faz alertas

06 out 2026, 11:55 - atualizado em 06 out 2026, 11:58
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(Foto: Divulgação)

A Suzano (SUZB3) encontra um ambiente mais favorável para os preços da celulose no curto prazo, mas a expansão da oferta global deve tornar 2027 mais desafiador. Nesse cenário, reduzir a alavancagem e melhorar a rentabilidade dos negócios adquiridos permanecem no centro da estratégia da companhia, segundo o BTG Pactual.

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Em relatório desta semana, após encontro com Marcos Assumpção, diretor financeiro, e Camila Nogueira, diretora de Relações com Investidores da Suzano, o banco manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 72. O valor representa potencial de valorização de 62,3% sobre a cotação de R$ 44,35 utilizada no documento.

Para os analistas, a empresa segue concentrada nos fatores que pode controlar: custos, investimentos, endividamento e geração de valor a partir do capital aplicado recentemente.

Reajustes da celulose sustentam melhora no curto prazo

A Suzano conseguiu implementar o aumento de preços anunciado para setembro e comunicou um novo reajuste para outubro, buscando atingir US$ 600 por tonelada na China.

Segundo o BTG, o movimento encontra apoio na redução dos estoques nos portos chineses, no adiamento do projeto OKI II para 2027 e no fechamento permanente de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de capacidade de produção de celulose de fibra longa.

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Outro fator é o encarecimento da madeira na Ásia. Na China, o preço da matéria-prima importada passou de US$ 170–180 por tonelada, alguns meses atrás, para cerca de US$ 220.

Nesse ambiente, alguns produtores integrados chineses começaram a comprar celulose da Suzano, sinalizando que a produção própria deixou de ser economicamente viável para determinadas fábricas dependentes de madeira importada.

A companhia também formou uma carteira robusta de pedidos após o reajuste de setembro, o que reforça a confiança da administração na nova alta.

Por que 2027 preocupa?

Apesar da melhora recente, o BTG destaca que os projetos previstos para entrar em operação devem pressionar o equilíbrio entre oferta e demanda em 2027.

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A combinação de OKI II, Sucuriú e novas capacidades integradas na China tende a fazer a oferta crescer acima da expansão da demanda, estimada em aproximadamente 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas por ano.

Nesse contexto, fechamentos de fábricas, paradas de produção e possíveis atrasos de projetos ganham importância para reequilibrar o mercado.

A substituição entre tipos de fibra e a desverticalização de produtores na Europa e na América do Norte também podem contribuir para a demanda por celulose de mercado.

A própria Suzano continuará avaliando paradas pontuais nas operações em que o custo de obtenção de madeira tornar a produção economicamente inviável.

Desalavancagem é prioridade

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A administração espera que o terceiro trimestre de 2026 marque o pico da alavancagem, após a transação envolvendo a joint venture com a Kimberly-Clark.

A partir do quarto trimestre, a expectativa é de melhora, sustentada pela geração de caixa sazonalmente mais forte, pela contribuição da joint venture, pela redução dos investimentos e por possíveis vendas de ativos não estratégicos.

Segundo o relatório, grandes novas alocações de capital parecem muito improváveis até que a alavancagem se aproxime de 2,5 vezes.

Na joint venture, a Suzano pretende elevar o EBITDA de aproximadamente US$ 500 milhões para US$ 700 milhões em até três anos, com melhorias nas compras, maior utilização das fábricas e ganhos de eficiência industrial.

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O BTG também destaca o pouco interesse da administração em outro grande projeto de celulose, diante dos custos mais elevados de implantação e das perspectivas de retorno menos atrativas.

Uma vez atingido o nível desejado de alavancagem, a remuneração aos acionistas poderá ganhar espaço, especialmente se não houver oportunidades de investimento com retornos suficientemente elevados.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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