Renda Fixa

Selic a 14,50%: Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa, após corte dos juros

29 abr 2026, 19:44 - atualizado em 29 abr 2026, 19:49
renda fixa renda extra
XP recomenda 9 títulos de renda fixa - (Imagem: Canva Pro)

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (18), seu veredito sobre os juros. Os diretores do Banco Central (BC) optaram pelo corte de 0,25 ponto percentual pela segunda vez da taxas Selic, ficando em 14,50% ao ano.

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No comunicado, o Comitê ressalta que a decisão de hoje “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, repetindo a leitura do encontro anterior e sinalizando continuidade na estratégia de calibração da política monetária.

O grupo avaliou ainda que foi adequado dar continuidade ao ciclo de calibração da política monetária, destacando que o período prolongado de juros em nível contracionista já começa a produzir efeitos concretos na economia.

Segundo o Comitê, há evidências de transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, o que abre espaço para ajustes graduais no ritmo e na extensão desse processo, sempre condicionados à evolução dos dados.

Os juros, ainda em patamares bastante elevados no Brasil, mantêm a renda fixa como uma das classes de ativos mais atrativas no momento, com taxas de rendimento acima de 1% ao mês, apenas para deixar o dinheiro parado.

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A pedido do Money Times, Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, realizou uma simulação de investimento nos principais tipos de produtos ofertados no mercado com a atual taxa de juros.

Produto Rentabilidade Taxa mensal Aporte Prazo (meses) Rentabilidade Bruta IR IR Percentual Valor acumulado Bruto Valor Acumulado Líquido
Tesouro Selic SELIC + 0,0833% 1.14% R$ 10,000.00 12 R$ 1,458.33 R$ 255.21 17.50% R$ 11,458.33 R$ 11,203.12
CDB Pós 100% CDI 1.13% R$ 10,000.00 12 R$ 1,440.00 R$ 252.00 17.50% R$ 11,440.00 R$ 11,188.00
LCI/LCA Pós 89% CDI 1.01% R$ 10,000.00 12 R$ 1,281.60 R$ 224.28 17.50% R$ 11,281.60 R$ 11,281.60
Poupança 0,67% ao mês 0.67% R$ 10,000.00 12 R$ 834.30 R$ 146.00 17.50% R$ 10,834.30 R$ 10,834.30

A simulação leva em consideração:

  • Para aplicações com prazo de 12 meses, foi considerada alíquota de Imposto de Renda de 17,5%, conforme a tabela regressiva da renda fixa.
  • Aplicação única de R$ 10 mil
  • Taxa Selic em 14,50% e taxa do CD em 14,40%

A renda fixa segue no radar do investidor brasileiro, especialmente em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda ao longo dos próximos trimestres. Para Patzlaff, o momento pede menos impulsividade e mais estratégia.

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Segundo ele, apesar de ainda ser a porta de entrada para muitos brasileiros, a poupança já não se sustenta como uma escolha eficiente. “A poupança é a mais conhecida, mas traz os menores retornos dos investimentos conservadores. Mesmo sem imposto, ela perde feio para outras opções, já descontados todos os tributos”, afirma.

Na visão do especialista, oscilações pontuais não devem afastar o investidor da renda fixa. “Não se assuste com pequenas quedas ou deixe de investir. O momento exige que você seja mais intencional e resiliente”, diz. Ele destaca que a classe continua oferecendo uma combinação relevante de segurança e rentabilidade, desde que os produtos sejam escolhidos de acordo com o perfil e o horizonte de investimento.

Entre as alternativas, Patzlaff chama atenção para títulos isentos de Imposto de Renda, como LCI e LCA, que tendem a ganhar protagonismo em ciclos de queda da taxa básica de juros, especialmente para prazos mais curtos.

Já para quem pode alongar o prazo, a recomendação é travar retornos reais enquanto ainda estão elevados. “Se você tem um dinheiro que não vai precisar usar nos próximos dois ou três anos, esse é um bom momento para buscar investimentos atrelados à inflação, garantindo retornos altos e proteção antes que a Selic caia mais”, conclui.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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