São Martinho (SMTO3) vê lucro crescer 65% no 4º trimestre da safra 2025/26 e divulga guidance para safra 2026/27
A São Martinho (SMTO3) encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26, referente ao período entre janeiro e março deste ano, com lucro líquido de R$ 172,8 milhões, um avanço de 64,6% ante o mesmo período do ciclo anterior, mostra relatório de resultados divulgado na noite de segunda-feira (25).
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa do setor sucroenergético totalizou R$ 1,94 bilhão no período, uma alta de 41,9% na comparação anual, com margem Ebitda ajustada de 48,8%.
No caso do Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado, a companhia registrou R$ 500,9 milhões, um avanço de 98,5% na base anual, com margem de 22,3%.
A receita líquida do período totalizou R$ 2,24 bilhões, alta de 29,1% ante o reportado no mesmo período do ciclo anterior.
Ao término da safra 2025/26, a São Matinho processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em linha com a safra 2024/25, e produziu 3.044,8 mil toneladas de ATR (açúcar totalmente recuperável), recuo de 2%.
“A performance reflete a menor ocorrência de chuvas durante o período de crescimento do canavial, com impacto na menor produtividade (-4,1%), assim como no menor ATR médio (-2,5%) e a moagem de aproximadamente 236 mil toneladas de cana, produzindo cerca de 14 mil m3, no 4T26, na Unidade Boa Vista (GO)”, diz a empresa.
Guidance
A São Martinho também informou ao mercado seu guidance (projeções) de produção e de investimentos (capex) para a safra 2026/27. A companhia projeta um aumento de 10,7% na produção de ATR (açúcar totalmente recuperável) no período, para 3.370 milhões de toneladas.
A companhia estima a moagem de 23,7 milhões de toneladas de cana, um avanço de 7,9% ante a safra anterior, de 2025/26, além de ATR médio de 142,5 quilos por tonelada de cana, um avanço de 2,5%.
De acordo com o documento divulgado ao mercado, a expectativa de maior disponibilidade de produto (em ATR produzido) reflete as condições climáticas favoráveis, com normalização de chuvas no período de entressafra, que permitiram o desenvolvimento e recuperação no canavial.
Somado a isso, a São Martinho cita a expansão de área de colheitas, com a aquisição parcial dos ativos biológicos da Usina Santa Elisa, e a padronização das melhores práticas agrícolas e investimentos em tratos culturais, manejo agrícola diferenciado e uso de variedades genéticas com melhor produtividade.
Já na produção da operação de etanol de milho, a empresa estima o processamento de 495 mil toneladas de milho na safra 2026/27, um recuo de 5% na comparação anual. A produção de etanol é prevista em 208,9 mil metros cúbicos, uma queda de 5,4%.
A produção de DDGs/WDG deve recuar 3,1%, para 134,3 mil toneladas, enquanto a produção de óleo de milho é estimada em 7,9 mil toneladas, próxima à estabilidade.
“A estimativa contempla níveis de eficiência industriais alinhados à Safra 2025/26 e o maior período de manutenção devido ao cronograma de implementação da Segunda Fase, na Unidade Boa Vista”, diz a São Martinho.
Projeção de investimentos
Do lado das projeções de investimentos, a São Martinho estima capex total de R$ 2,95 bilhões para a safra 2026/27, um avanço de 5,1% ante o ciclo anterior.
O capex voltado para manutenção totaliza cerca de R$ 2 bilhões, um avanço de 1,3%, devido à normalização das atividades de plantio, tratos culturais e manutenção agroindustrial, além da maior área de plantio e tratos, refletindo a aquisição de ativos biológicos da Usina Santa Elisa.
Para o capex de melhoria operacional, a empresa estima um desembolso de R$ 149,9 milhões, uma redução de 11,2%, decorrente do cronograma e menor necessidade de reposições de frotas agrícola e industrial.
Por fim, os investimentos em modernização/expansão projetados para a Safra 2026/27 apresentam uma expansão de 20,7% alinhados ao cronograma de desembolso da Segunda Fase de Etanol de Milho e aprovados na Safra 2025/26, totalizando R$ 800 milhões.