Revisão de dividendos do Banco do Brasil (BBSA3), FII de saída da B3 e ações com potencial de até 65%
A primeira semana de setembro foi marcada por diversas revisões nas ações da bolsa brasileira, entre elas a do Banco do Brasil (BBAS3) que sofreu um corte no preço-alvo a na expectativa de dividendos pela XP. Outras notícias que entraram na mira dos investidores foi a saída antecipada de um fundo imobiliário da Kinea da B3 e a carteira recomendada de ações do BTG Pactual.
Confira agora as matérias mais lidas no Money Times nesta última semana:
Banco do Brasil (BBSA3): XP revisa preço-alvo e dividendos e diz o que fazer com papel agora
A ação do Banco do Brasil (BBAS3), que estava perto das mínimas desde 2023 após o balanço, ganhou fôlego em meio ao ‘trade’ eleitoral e salta mais de 20% desde então. Mas, se a euforia que tomou conta do mercado fez o papel saltar, por outro lado, a situação do banco ainda continua complicada.
A XP atualizou o preço-alvo do BB para R$ 21, potencial de queda de 1,2% em relação ao fechamento de R$ 21,26, com a recomendação neutra mantida.
Segundo os analistas, o ambiente até melhorou. A MP 1.376 serviu como uma boia salva-vidas para os produtores afogados em dívidas. Isso pode melhorar a qualidade dos ativos e reduzir o custo de risco nos próximos trimestres.
Fundo imobiliário da Kinea dará tchau à B3 antes da hora
O Kinea Premium Properties (KNPR11) informou que suas cotas deixarão de ser negociadas no mercado secundário da B3 a partir de 21 de setembro de 2026.
A medida faz parte do processo de encerramento do fundo imobiliário, constituído com prazo de duração de quatro anos. O vencimento está previsto para o fim de 2026.
Segundo a Kinea, o fundo concluiu nos últimos meses a venda de uma parcela substancial dos ativos de sua carteira e agora se prepara para finalizar o desinvestimento e devolver os recursos remanescentes aos cotistas.
10 ações com potencial de até 65% para investir em setembro, segundo BTG Pactual
O BTG Pactual realizou alguns ajustes na carteira recomendada para o mês de setembro, de olho em um cenário onde os juros de longo prazo e as ações já precificam uma quantidade considerável de risco fiscal, enquanto o real não. Dessa maneira, a equipe de analistas do banco optou por manter a exposição à classes de ativos que acreditam oferecer os melhores retornos em um cenário positivo ou negativo.
“Se o ajuste fiscal se concretizar, os juros de longo prazo devem cair e as ações de fluxo de caixa de long duration devem performar bem. Por outro lado, se a situação fiscal continuar se deteriorando, o real deve se enfraquecer ainda mais”, diz o BTG.
XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
A XP Investimentos considera que as teses de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) seguem pressionadas. A CSN acumula queda de cerca de 28% no acumulado do ano, como um reflexo das preocupações com o fluxo de caixa livre (FCF) e o balanço patrimonial, em meio a um ambiente de juros elevados por mais tempo.
“Acreditamos que os tradicionais motores de geração de caixa do grupo tenham se tornado menos favoráveis recentemente, com fundamentos mais fracos do minério de ferro e um cenário desafiador para as operações de siderurgia”, afirma a corretora.
Na avaliação da XP, a empresa deve ser capaz de cumprir suas obrigações, contando com um plano abrangente, embora crível, de financiamento, que espera ser o mandato mais importante de Fabio Schvartsman como novo CEO da CSN, substituindo Benjamin Steinbruch, que esteve 24 anos à frente da companhia.
Dividendos de até 13%: Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4) e outras ações selecionadas pelo BTG para setembro
O BTG Pactual realizou duas alterações na sua carteira recomendada de dividendos para o mês de setembro. O banco optou pela retirada de Copasa (CSMG3), abrindo espaço para a inclusão de Sanepar (SAPR11) e Sabesp (SBSP3).
Segundo o banco, a Sabesp teve resultados pressionados por maiores despesas de marketing e call center, levando a uma queda de cerca de 15% nas ações.
Apesar das pressões persistirem em 2026, 2027 a expectativa dos analistas é de que a companhia deve mostrar melhor o potencial sustentável. A Sabesp segue como uma das principais apostas para os próximos 6 a 12 meses, apoiada pelo crescimento de EBITDA e lucros, dividendos crescentes e ganhos de eficiência após a privatização.