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Raízen (RAIZ4): Recuperação extrajudicial ganha força e atinge adesão de 80% dos credores

12 jun 2026, 10:15 - atualizado em 12 jun 2026, 10:17
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Raízen diz que apoio a seu plano de recuperação extrajudicial sobe para 80,15% (Imagem: Divulgação)

A produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis Raízen (RAIZ4) informou, nesta sexta-feira (12), que recebeu e protocolou novas adesões ao seu plano de recuperação extrajudicial que elevaram o percentual de apoio de 75,45% para 80,15% dos créditos reestruturados.

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“Esse apoio adicional ratifica a ampla adesão ao plano como solução abrangente para a reestruturação do endividamento financeiro do Grupo Raízen, com o objetivo de equacionar suas necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecer uma estrutura de capital sustentável no longo prazo”, afirmou em comunicado.

O montante da dívida envolvida no plano de recuperação extrajudicial é de aproximadamente R$ 64,7 bilhões.

Raízen: os caminhos para o pagamento de credores

O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen foi protocolado em 11 de março de 2026 com adesão inicial de cerca de 47% dos créditos sujeitos ao processo. Na ocasião, a companhia apresentou apenas um plano-base, sem detalhar as condições de renegociação das dívidas.

Em 8 de junho, foi realizada a reabertura das Assembleias Gerais de Debenturistas e Titulares (AGDs e AGTs) para ratificação do Plano de Recuperação Extrajudicial (PRE). A impugnação e homologação do PRE está prevista entre junho e agosto de 2026. Nesse momento, os investidores poderão ser convocados a se manifestar sobre a alternativa de pagamento aplicável aos seus créditos.

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Agora, não há nenhuma ação necessária por parte dos investidores.

Entre de setembro de 2026 a março de 2027 será marcado pela implementação do PRE e satisfação das condições suspensivas.

Segundo a companhia, a deterioração do cenário macroeconômico e do ambiente setorial pressionou sua estrutura de capital.

Entre os fatores citados estão ciclos de colheita menos produtivos, redução das margens operacionais e o aumento expressivo dos custos financeiros, impulsionado pela alta da taxa Selic de 2% em 2020 para 15% em 2026.

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*Com informações da Reuters

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