Raízen (RAIZ4): Recuperação extrajudicial ganha força e atinge adesão de 80% dos credores
A produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis Raízen (RAIZ4) informou, nesta sexta-feira (12), que recebeu e protocolou novas adesões ao seu plano de recuperação extrajudicial que elevaram o percentual de apoio de 75,45% para 80,15% dos créditos reestruturados.
“Esse apoio adicional ratifica a ampla adesão ao plano como solução abrangente para a reestruturação do endividamento financeiro do Grupo Raízen, com o objetivo de equacionar suas necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecer uma estrutura de capital sustentável no longo prazo”, afirmou em comunicado.
O montante da dívida envolvida no plano de recuperação extrajudicial é de aproximadamente R$ 64,7 bilhões.
Raízen: os caminhos para o pagamento de credores
O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen foi protocolado em 11 de março de 2026 com adesão inicial de cerca de 47% dos créditos sujeitos ao processo. Na ocasião, a companhia apresentou apenas um plano-base, sem detalhar as condições de renegociação das dívidas.
Em 8 de junho, foi realizada a reabertura das Assembleias Gerais de Debenturistas e Titulares (AGDs e AGTs) para ratificação do Plano de Recuperação Extrajudicial (PRE). A impugnação e homologação do PRE está prevista entre junho e agosto de 2026. Nesse momento, os investidores poderão ser convocados a se manifestar sobre a alternativa de pagamento aplicável aos seus créditos.
Agora, não há nenhuma ação necessária por parte dos investidores.
Entre de setembro de 2026 a março de 2027 será marcado pela implementação do PRE e satisfação das condições suspensivas.
Segundo a companhia, a deterioração do cenário macroeconômico e do ambiente setorial pressionou sua estrutura de capital.
Entre os fatores citados estão ciclos de colheita menos produtivos, redução das margens operacionais e o aumento expressivo dos custos financeiros, impulsionado pela alta da taxa Selic de 2% em 2020 para 15% em 2026.
*Com informações da Reuters