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Raízen (RAIZ4): Cinco gestoras têm apetite para comprar dívidas, diz jornal

18 jun 2026, 9:13 - atualizado em 18 jun 2026, 9:13
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(Foto: Divulgação)

Ao menos cinco gestoras estariam de olho nos créditos da Raízen (RAIZ4), em meio ao processo de recuperação extrajudicial (RE) da companhia, segundo informações do Broadcast, do Estadão. De acordo com as informações, Makalu, Geribá, Laplace e Mapa estão se posicionando para concorrer com a IG4 com propostas para assumir dívidas de credores.

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Na semana passada, a companhia homologou o plano de RE, que prevê a conversão de 45% das dívidas — que chegam a R$ 64,7 bilhões — em ações, que agora estão com um valor de mercado extremamente baixo, com as ações valendo centavos.

A conversão deve promover um cenário em que os credores passarão a possuir 80% do capital social da joint venture entre Shell e Cosan. Ainda de acordo com o Broadcast, a ideia é que, dependendo do valor e forma de aquisição dos créditos, aqueles que emprestaram dinheiro à Raízen poderiam recuperar um valor maior de recursos e reduzir o desconto da troca.

Também está no radar que a conversão das dívidas resulte em uma corporação sem controle definido, tendo em vista a diversidade de credores, o que pode impactar a governança e gestão da Raízen.

De acordo com uma das fontes ouvidas pelo Broadcast os bancos têm potencial para restar com um volume maior de ações da companhia, o que daria mais cadeiras no conselho de administração.

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Os planos das gestoras

Vale pontuar que essas cinco gestoras são conhecidas pela atuação com ativos problemáticos. Segundo o Broadcast, elas miram operação diferentes na busca pelos créditos da Raízen.

Segundo as fontes ouvidas, a Makalu visa avançar sobre os créditos concedidos às operações de açúcar e etanol, por conta de experiência com reestruturação no segmento. Já a Geribá Investimentos estaria de olho para os créditos relacionados às operações de combustíveis.

No caso da Laplace, as conversas estão voltadas para os bancos credores, com o intuito de viabilizar saídas em diferentes estruturas, incluindo a criação de um veículo para gestão das ações, de acordo com o jornal.

Depois de assumir o controle da Braskem (BRKM5), no início deste mês, a gestora de private equity IG4 apresentou uma oferta não vinculante pelos créditos da produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis, segundo o jornal Valor Econômico.

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A reportagem apurou com fontes que a gestora pretende adquirir 50% mais um dos créditos, tornando-se controladora da companhia após a reestruturação financeira. A proposta vai ser apresentada aos credores da Raízen, em sua maioria detentores de títulos de dívida emitidos no exterior, debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

Segundo o Valor, se não tiver a adesão de ao menos 50%, a IG4 não manterá a oferta. A intenção da gestora seria conduzir uma reestruturação financeira de forma organizada na Raízen, reduzindo a dispersão dos credores.

Recuperação extrajudicial da Raízen

A Raízen deu um passo importante em seu processo de recuperação extrajudicial (RE). A companhia obteve a adesão de credores que representam 75,45% dos créditos abrangidos pelo plano, alcançando o quórum necessário para protocolar a maior recuperação extrajudicial da história do Brasil.

A maior produtora de açúcar e etanol do Brasil protocolou uma proposta para reorganizar aproximadamente R$ 64,7 bilhões em dívidas.

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O plano prevê a conversão de parte dos créditos em ações, a emissão de novos instrumentos de dívida, aportes dos acionistas e uma reorganização societária que separará os negócios de energia e combustíveis.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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