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Quer se posicionar no varejo? Goldman Sachs atualiza estimativas para setor

Valter Outeiro da Silveira - 26/03/2019 - 15:05
Banco analisa sete empresas varejistas (Pixabay)

A equipe de Equity Research do Goldman Sachs divulgou relatório sobre o setor varejista, atualizando as estimativas para sete empresas do setor: com base nas tendências recentes, e nas presunções macroeconômicas.

As projeções das seguintes empresas foram atualizadas: Lojas Renner (LREN3), Pão de Açúcar (PCAR4), Carrefour (CRFB3), Hypera (HYPE3), Raia Drogasil (RADL3), Hering (HGTX3) e Via Varejo (VVAR11).

“Nossas estimativas para a Lojas Renner (LREN3) estão virtualmente sem alterações”, afirmam os analistas, destacando a incorporação de resultados “melhores do que o esperado no quarto trimestre”.

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Neste panorama, o Goldman Sachs aumentou em 3% suas projeções de receita líquida no triênio de 2019 a 2021, com permanência das estimativas em relação ao Ebitda ajustado e ao lucro líquido.

A equipe de análise elevou o preço-alvo para as ações, de R$ 52,00 para R$ 53,00. Os papeis possuem recomendação de compra e P/L (Preço sobre Lucro) de 28,5 vezes para 12 meses.

Os riscos para a tese de investimento, segundo o Goldman Sachs, são os seguintes: avanço menor do que o esperado para as vendas do segmento “mesmas lojas” (unidades abertas há pelo menos um ano); problemas de execução no omni-channel e riscos do segmento financeiro da companhia.

Pão de Açúcar, Carrefour e Hypera

Em linha, o banco listou recomendação de compra para as ações do Pão de Açúcar (PCAR4), com elevação do preço-alvo para as ações da companhia de R$ 109,00 para R$ R$ 112,00.

Conforme o Goldman Sachs, alguns riscos existem para a companhia, como choques de inflação do setor alimentício, aumento da competição, riscos a estratégia de implementação de promoções nos hipermercados, mudanças organizacionais pelo acúmulo de funções do CEO Peter Estermann como principal executivo da Via Varejo (VVAR11) e dificuldades para venda da participação de 39,4% na companhia varejista de São Caetano do Sul.

As estimativas para o Carrefour (CRFB3) ficaram inalteradas, incorporando os resultados que vieram em linha para a rede varejista. Houve pequena alteração no preço-alvo, de R$ 20,00 para R$ 21,20. A recomendação para as ações são neutra.

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Existe fatores de elevação das estimativas, como inflação superior dos alimentos, elevando as vendas do Atacadão e levando a maior alavancagem e melhora maior que a esperada no canal multivarejo. Em contrapartida, a maior competição no setor pode ser um risco.

Em relação a Hypera (HYPE3), os papéis tiveram preço-alvo elevado, de R$ 29,20 para R$ 34,00 – com recomendação neutra. A tese de investimento detém os seguintes receios: pressão no crescimento das vendas e nas margens; riscos referentes aos benefícios fiscais e riscos regulatórios que podem impactar produtos e novos lançamentos.

Raia Drogasil, Hering e Via Varejo

Já as ações da Raia Drogasil (RADL3) tiveram seu preço-alvo levemente elevado, de R$ 68,00 para R$ 69,00 – tendo mantida a recomendação neutra para os papeis. Existem alguns riscos para a companhia, como pressão contínua de preços dos medicamentos genéricos, aumento da competição no setor e pressão inflacionária.

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Os papeis da Hering (HGTX3) detém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 28,90 para 12 meses. O preço-alvo anterior para as ações era de R$ 27,50. Possíveis drivers para as ações são os seguintes: turnaround bem sucedido das vendas de “mesmas lojas” da companhia e ganhos na margem com menores custos de publicidade.

Entrevista com Apex Capital: fundamentalista, verdadeira e transparente

Encerrando a lista das varejistas, as ações da Via Varejo (VVAR11) possuem recomendação de venda e tiveram seu preço-alvo reduzido, de R$ 5,10 para R$ 4,50. Alguns fatores podem elevar o preço da ação, como a venda pelo controlador Pão de Açúcar de parte da companhia e melhora na execução operacional.

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