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Próximos passos da guerra comercial? Morgan Stanley, JP Morgan e Citi avaliam

Valter Outeiro da Silveira - 14/05/2019 - 0:06

Diante das incertezas em torno dos próximos capítulos da guerra comercial entre Pequim e Washington, analistas de diversas instituições na Ásia projetaram quais poderiam ser os próximos cenários a ocorrer.

De certo no momento, somente a confirmação da presença de Donald Trump no encontro do G20 no final de junho, quando encontrará Xi Jinping e Vladimir Putin, além da presença de outros 17 líderes de estado, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

Veja quais são os cenários propostos pelas instituições, conforme apurado pela reportagem da Bloomberg:

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Morgan Stanley: efeitos no PIB preocupam

O cenário-base para o banco é uma nova escalada da volatilidade. “As novas tensões entre os EUA e a China levantam a questão de saber se pode ocorrer frustração de uma recuperação nascente” na Ásia, excluindo o Japão.

“Os riscos de crescimento estão pendendo para o lado de desaceleração. Nosso cenário-base é de uma recuperação gradual. Vemos as tensões comerciais como temporárias e, se houver continuidade de fraqueza nas negociações ou nos mercados, ambos os lados deverão chegar a um acordo”, afirmaram os economistas.

JP Morgan: ajuste fino, diversas opções

“Esperamos que o aumento de tarifas na última-sexta-feira (10) não levará a uma resposta de drástica na política  – ao invés disso, a política será feita com ajuste fino”, declarou Sin Beng Ong, economista-chefe do JPMorgan Chase no Sul da Ásia.

As retaliações poderão incluir de um aumento simbólico nas tarifas ou taxação mais ampla sobre produtos importados dos EUA, aceleração da política fiscal para promover consumo, novos cortes nas taxas de reservas do PBoC e flexibilização do crédito e, “talvez o mais importante, um yuan mais fraco, encerrando o ano agora a 6,80 – mais desvalorizado do que a projeção anterior, de 6,65”.

Citigroup:  política monetária em foco

Para o Citigroup, quaisquer ruídos proferidos pelas autoridades mexerão com as ações, seja via “yuan e intervenção, além de medidas na política monetária e movimentos de liquidez”, que serão “monitorados de perto para verificar a ação sobre o preço do ativo”.

Além disso, a taxa de câmbio e indícios pela Casa Branca sobre possível taxação em mais de US$ 325 bilhões de produtos chineses também estão no radar do Citigroup.

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Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 14/05/2019 - 0:06