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Kepler Weber (KEPL3): XP vê agro na ‘direção correta’, mas corta estimativas e preço-alvo; entenda

22 set 2026, 12:32
kepler weber kepl3
(Imagem: Facebook/ Kepler Weber)

A XP Investimentos reduziu suas estimativas para a Kepler Weber (KEPL3) e estabeleceu preço-alvo de R$ 7 por ação para o fim de 2027, ao incorporar uma perspectiva mais conservadora para as margens e uma recuperação mais lenta da lucratividade. A recomendação neutra foi mantida.

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A revisão ocorreu após uma reunião dos analistas da casa com o CEO da fabricante de equipamentos para armazenagem de grãos, Bernardo Nogueira, e o CFO, Renato Arroyo.

Segundo a XP, o ambiente operacional continua desafiador, pressionado pelas condições restritivas de financiamento, pelas incertezas macroeconômicas e pelos riscos climáticos, que ainda pesam sobre as decisões de investimento dos produtores rurais.

Por outro lado, a corretora começa a identificar sinais de melhora. A recuperação dos preços dos grãos e da rentabilidade dos produtores está dando algum suporte ao setor e sugere que os fundamentos agrícolas podem estar caminhando na “direção correta”.

Caso essas tendências persistam, a XP avalia que elas podem representar os primeiros estágios de uma recuperação cíclica. O problema é que esse movimento ainda deve levar tempo para aparecer nos números da Kepler Weber.

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Isso porque existe um intervalo entre a melhora da situação financeira do produtor e o reconhecimento das receitas pela companhia, passando pelas cotações de projetos, conversão dos pedidos, construção e entrega dos equipamentos.

XP corta estimativas para Kepler Weber

Apesar dos sinais mais favoráveis no agro, a XP segue cautelosa com a velocidade da recuperação dos lucros da Kepler.

A casa revisou suas projeções para baixo principalmente diante da expectativa de uma retomada mais lenta da rentabilidade em relação ao previsto anteriormente. As estimativas de receita, por outro lado, permaneceram praticamente inalteradas.



Mesmo com uma visão construtiva para o longo prazo, os analistas avaliam que o preço atual das ações já incorpora parte da recuperação esperada. A KEPL3 negocia a múltiplos estimados de 12 vezes o lucro para 2027 e 9 vezes para 2028, segundo a XP.

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A corretora também destaca que a estrutura de capital desalavancada da companhia ajuda a limitar uma deterioração mais significativa dos resultados em um ambiente de juros elevados.

Kepler atravessa ciclo de baixa

Na avaliação da XP, a Kepler Weber está atravessando o atual ciclo de baixa melhor do que em períodos anteriores.

Entre as medidas adotadas estão a expansão do negócio de Reposição & Serviços e das receitas recorrentes, a disciplina de custos sem comprometer capacidades estratégicas, como pesquisa e desenvolvimento, os esforços para preservar ou ampliar participação de mercado e a manutenção de um balanço conservador.

O segmento de Reposição & Serviços permanece no centro da estratégia por apresentar características mais recorrentes e contracíclicas, reduzindo parcialmente a dependência de novos projetos de armazenagem.

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Para o próximo ciclo de alta, a Kepler também aposta no desenvolvimento de novos produtos e aplicações para outras culturas, na expansão das iniciativas de internet das coisas (IoT) e dados por meio da Procer e, principalmente, na oportunidade criada pelo déficit estrutural de armazenagem de grãos no Brasil.

Na visão da XP, esse déficit, combinado ao crescimento da produção de grãos e da capacidade de processamento no país, mantém intacta a tese de investimento de longo prazo da Kepler Weber.

No curto prazo, entretanto, a casa prefere aguardar maior visibilidade sobre a recuperação dos resultados e mantém recomendação neutra para KEPL3.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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