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‘Fundo de dividendos’: OranjeBTC (OBTC3) lança primeiro ETF de ‘Bitcoin Treasuries’; veja quando produto chega na B3

12 ago 2026, 16:00
Logo OranjeBTC (OBTC3) (Imagem Montagem Money Times)
Logo OranjeBTC (OBTC3) (Imagem Montagem Money Times)

A OranjeBTC (B3: OBTC3), a Companhia Bitcoin do Brasil, anuncia o lançamento do Digital Yield ETF (DIGY11), primeiro ETF listado na B3 dedicado a ações preferenciais internacionais emitidas por companhias do ecossistema bitcoin (BTC), as chamadas Bitcoin Treasuries Company ou DATs (Digital Assets Treasuries).

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A carteira inicial será composta por ações preferenciais emitidas da Strategy (a STRC) e pela Strive (SATA), a primeira e a sétima maiores empresas detentoras de bitcoin do mundo, respectivamente. O fundo terá proteção cambial, liquidez diária e estreia prevista na B3 para o início de setembro.

Estruturado para realizar distribuições mensais em reais, o DIGY11 será gerido pela 3R Investimentos, tendo como índice de referência o MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index, criado pela MarketVector, empresa do grupo VanEck, que já possui ETFs registrados nos Estados Unidos.

Os rendimentos recebidos dos ativos internacionais da carteira serão convertidos e distribuídos mensalmente em reais aos cotistas, observadas as despesas e demais condições do fundo. Ainda sem data específica, o novo ETF deve chegar na B3 em setembro deste ano.

Veja detalhes a seguir:

InformaçãoDetalhes
TickerDIGY11
NomeDIGY11 – Digital Yield ETF
Previsão de estreia na B3Setembro de 2026
EstratégiaAções preferenciais internacionais emitidas por companhias do ecossistema Bitcoin
Índice de referênciaMarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index (índice criado pela MarketVector, empresa do grupo VanEck)
Rendimento anual estimado das distribuiçõesCDI + 3% a 5%, nas condições atuais de mercado e sem considerar a variação do valor das cotas
Taxa de gestão0,90% ao ano
Tributação estimada das distribuições15%, conforme a regulamentação aplicável
Gestão3R Investimentos

Bitcoin Treasuries em foco

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O DIGY11 não investirá diretamente em Bitcoin nem busca substituir a exposição direta ao ativo. Sua proposta é oferecer uma alternativa de renda para os portfólios, com cobertura patrimonial relevante e acesso à economia digital global.

“A ideia da criação desse ETF veio do mercado, que já demandava por um produto do tipo”, comentou Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, em entrevista ao Crypto Times. “Essas ações preferenciais levantaram quase US$ 11 bilhões desde o começo do ano, o que mostra um mercado bastante aquecido”.

Gomes explica que o ETF é composto exclusivamente por ações preferenciais (que funcionam como “bonds perpétuos”, como ele mesmo define) e, por isso, não conta com ações da própria OranjeBTC, que tem apenas papéis ordinários.

Desde os respectivos lançamentos das ações da Strategy e da Strive — e apesar do histórico ainda curto — os instrumentos que compõem a carteira apresentaram volatilidade inferior à do próprio bitcoin.

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O índice do ETF seleciona, com base em critérios objetivos, ações preferenciais emitidas por companhias abertas voltadas ao ecossistema bitcoin, com foco em instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento, e estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólar.

A estratégia de encarteiramento de bitcoin (BTC) falhou?

Questionado sobre a recente pressão nos papéis da Strategy — que inclusive geraram o termo Strat-Stress, ou e “estresse da Strategy”, em tradução livre (leia mais aqui) —, o CEO da OranjeBTC entende que o pior já passou e o momento foi superado.

“Eu questionaria essa afirmação de que este não é o melhor momento para essas ações [de Bitcoin Treasuries]. Elas tiveram sim mais volatilidade do que o mercado estava antecipando, mas, tirando esse elemento, o fato é que as empresas continuaram pagando dividendos de forma recorrente, sem perder nem um único pagamento”.

Gomes dá como exemplo a retomada dos papéis STRC, que chegaram a tocar níveis abaixo dos US$ 85,00, mas já voltaram a ser negociados próximos da faixa dos US$ 95,00. “As companhias estão focadas em fazer esse investimento funcionar”.

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Um dos principais fundamentos da estratégia é a força patrimonial dos emissores cujas ações preferenciais integram o índice.

Outros detalhes do ETF

Considerando as obrigações anuais de distribuição e descontadas as obrigações com prioridade sobre esses instrumentos, as reservas combinadas de Strategy e Strive equivalem a aproximadamente US$ 2,80 em caixa e US$ 28 em bitcoin para cada US$ 1 distribuído anualmente pelas duas companhias.

Em outras palavras, o caixa disponível, isoladamente, equivale a cerca de dois anos e meio de distribuições. Incluindo as reservas em bitcoin, a cobertura patrimonial total corresponde a aproximadamente 30 anos de distribuições, aos preços atuais.

“O ponto central da tese é a força dos balanços. Para cada dólar de distribuição anual, existe uma cobertura patrimonial relevante em bitcoin e caixa. É uma estrutura diferenciada, que combina renda recorrente com ativos globais, líquidos e escassos”, afirma Gomes.

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Essa cobertura patrimonial não representa garantia de pagamento ou de rentabilidade. Os ativos permanecem nos balanços dos emissores, não são segregados em benefício do fundo ou de seus cotistas, e a parcela da cobertura em Bitcoin varia de acordo com o preço do ativo.

O DIGY11 é um ETF de renda variável, não conta com garantia do FGC e está sujeito aos riscos de mercado, crédito, liquidez e às políticas de distribuição dos emissores.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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