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FGTS e varejistas? UBS analisa setor, compara com 2017 e projeta quem vai se dar bem

Valter Outeiro da Silveira - 19/07/2019 - 12:23
Analistas projetam maior consumo ao invés de renegociação de dívidas (Imagem: Pixabay)

No panorama de liberação do FGTS para estimular o consumo das famílias, o UBS divulgou relatório sobre o horizonte das varejistas, no qual os analistas Rodrigo Alcantara, Gustavo Piras Oliveira e Gabriela Katayama avaliam as decorrências da liberação dos recursos.

De início, o banco relembra a liberação ocorrida no final de 2016 e analisa o impacto para as empresas. “Analisamos os resultados trimestrais de onze varejistas brasileiras. Para seis dessas onze, a retirada do FGTS não teve impacto direto nos resultados”, pondera o UBS.

Neste sentido, os analistas destacam que varejistas de bens de consumo eletrônicos, como a Via Varejo (VVAR3) e a Magazine Luiza (MGLU3), lançaram estratégias específicas de redes sociais para melhor aproveitamento das vendas na margem.

“A Hering (HGTX3) afirmou que as vendas do segundo trimestre de 2017 foram impactadas positivamente afetadas pelos fundos do FGTS. E a Lojas Renner (LREN3) mencionou forte recuperação de crédito no segundo trimestre de 2017″, destaca o banco.

Novo momento

Na comparação com o momentum corrente, a instituição ressalta que a melhora de 12% no nível da confiança do consumidor e no menor patamar de inadimplência, 13% inferior a 2017.

“Isso pode indicar que mais fundos podem ser realocados para consumo ao invés de serem usados para renegociação de dívidas”, projeta o banco.

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Por último, o UBS acredita que varejistas com itens mais discricionários (bens de consumo eletrônicos e vestuário) devem ser “mais uma vez as beneficiarias líquidas do novo programa de estímulos”.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 19/07/2019 - 12:23