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Disparada do Bradesco mostra porque banco é top pick

Valter Outeiro da Silveira - 31/01/2019 - 17:22

O Bradesco (BBDC4) divulgou seu resultado do quarto trimestre de 2018 nesta quinta-feira (31), com lucro líquido de lucro líquido recorrente de R$ 5,8 bilhões, 19,9% maior do que a cifra relatada no mesmo período de 2017.

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Diante do forte resultado, BTG Pactual, Itaú BBA, Safra, Guide e XP divulgaram seus pareceres, todos muito positivos com os números apresentados o que explica – em parte – a forte valorização de 6,42% das ações nesta sessão.

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Lucro líquido robusto

Para o BTG, a retomada do crescimento dos empréstimos eleva os múltiplos de valuation. “O Bradesco reportou resultados decentes no quarto trimestre e, mais importante que isso, um guidance bullish para 2019”, afirmam os analistas. O ROE (Return on Equity) de 19,7% mostrou expansão de 20% em relação ao período de outubro a dezembro de 2017, percentual 5% além do consenso do mercado.

Os analistas Eduardo Rosman e Thiago Kapulskis destacam o lucro líquido como principal ponto do resultado, ajudado largamente pelos ganhos oriundos do ALM (Asset Liability Management), beneficiado pelo declínio na curva de juros.

“Mais importante do que o quarto trimestre de 2018, o Bradesco reportou um guidance forte para 2019”, afirma o BTG, ressaltando o crescimento do volume de empréstimos no intervalo de 9% a 13%, lucro líquido com alta de 4% a 8%, aumento nas taxas de 3% a 7%, maior receita da divisão de seguros na casa de 5% a 9%, com elevação de até 4% nas despesas operacionais.

Por último, os analistas ressaltam a expectativa de alta dos ROEs, com espaço para queda dos CoE (Cost on Equity), e destacam a posição favorável do Bradesco estar bem posicionado para se beneficiar da recuperação cíclica no crédito, refletindo: (i) 100% de exposição ao mercado brasileiro; (ii) alavancagem operacional da fusão com o HSBC e; (iii) maior exposição a PMEs (Pequenas e Médias Empresas).

“As ações do Bradesco são top pick no universo do setor bancário brasileiro”, concluem os analistas, listando recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 48,00.

Margens fortes

Por sua vez, o Itaú BBA ressaltou que o Bradesco “apresentou excelentes resultados para o quarto trimestre de 2018, com uma combinação de margens e taxas mais fortes e uma taxa de inadimplência ainda mais contraída”.

Para Thiago Batista, analista do BBA, o guidance de 2019 ainda é conservador, dando espaço para revisão ascendente de lucros, tendo em vista que o faturamento superou as projeções do mercado, ao crescer 6,6% no trimestre.

“Com receitas muito fortes em toda a linha de receitas, tanto em margens, taxas e seguros, a qualidade do ativo melhorou sequencialmente”, ponderou o Itaú BBA, listando para as ações recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço justo de R$ 42,50.

Menor inadimplência

Já a equipe de análise do Safra afirma que o Bradesco “reportou bons resultados, com boa performance de lucro líquido e taxas, com queda da provisão para perdas com empréstimos”. As ações possuem recomendação outperform (performance acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 44,00.

“A qualidade do crédito manteve a tendência de melhora, com a inadimplência acima de 90 dias no patamar de 3,5%, queda de 10 pontos-base na comparação trimestral e de 120 pontos-base na relação com o mesmo período do ano passado”, afirma o Safra.

Recuperação da receita de serviços

Para a XP, os principais destaques do resultado foram: (i) alta de 6,6% da margem financeira, “refletindo o maior saldo médio da carteira de crédito”; (ii) elevação das provisões líquidas em linha com o crescimento do crédito; (ii) recuperação da receita de serviços, impulsionadas por serviços de conta corrente e cartão de crédito e; (iv) aumento dos prêmios no segmento de seguros, com alta de 9,1% em relação ao trimestre anterior.

“O Bradesco encerrou 2018 com um forte desempenho e pronto para mais em 2019. As novas projeções estão alinhadas com a maioria de nossas estimativas para o ano, mas vemos margem para revisões para cima do consenso”, disparam os analistas, reiterando as ações do Bradesco como “nome favorito entre os bancos privados” e listando recomendação de compra para os papeis, com preço-alvo de R$ 49,00.

Última atualização por Gustavo Kahil - 31/01/2019 - 17:23