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Desenvolvedores lançam proposta polêmica para proteger US$ 127,5 bilhões em Bitcoin (BTC) da ameaça quântica

15 abr 2026, 12:11 - atualizado em 15 abr 2026, 12:11
Risco quântico para o bitcoin (BTC) (Imagem ChatGPT)
Risco quântico para o bitcoin (BTC) (Imagem ChatGPT)

O risco quântico assombrou o mercado de criptomoedas nas últimas semanas. Entre os céticos de sua urgência e os profetas do fim do mundo digital, um grupo de cinco desenvolvedores liderado pelo popular cypherpunk Jameson Lopp publicou uma proposta de atualização da rede dobitcoin (BTC).

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De acordo com a publicação, a proposta, batizada de BIP-361 e intitulada Post Quantum Migration and Legacy Signature Sunset, seria implementada em três etapas para migrar moedas de tipos de saída vulneráveis à computação quântica — incluindo a amplamente debatida reserva de US$ 74 bilhões em bitcoin atribuída a Satoshi Nakamoto — e fortalecer a rede antes que computadores quânticos se tornem uma ameaça prática.

O rascunho inicial do projeto foi publicado no GitHub nesta semana como a segunda parte de um plano mais amplo. Os desenvolvedores entendem que cerca de 34% da oferta de Bitcoin estará em risco caso as moedas não sejam movidas para carteiras seguras.

Vale destacar que pesquisadores alertam que cerca de 1,7 milhão de unidades de BTC estão armazenadas em endereços do tipo P2PK antigos, que podem estar em risco caso um agente malicioso obtenha acesso a hardware quântico avançado. O montante equivale a aproximadamente US$ 127,5 bilhões nas cotações atuais.

Proteção quântica: A proposta de proteger o bitcoin (BTC)

O BIP-361 é um plano em três fases que segue a abordagem de soft fork (em termos simples, uma atualização sem divisão da rede) da proposta BIP-360 (leia mais na página dos desenvolvedores aqui) e busca migrar moedas vulneráveis para caminhos resistentes à computação quântica.

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São três fases propostas:

  • A Fase A começaria três anos após a ativação e impediria o envio de novos BTC para endereços antigos, obrigando usuários a migrarem para tipos de endereços resistentes à computação quântica;
  • A Fase B chegaria cinco anos após a ativação, invalidando assinaturas antigas e congelando, na prática, quaisquer fundos que ainda permaneçam em endereços vulneráveis;
  • A Fase C ofereceria um mecanismo de recuperação baseado em provas de conhecimento zero para usuários que perderam o prazo, mas ainda conseguem comprovar a posse dos fundos por meio da recuperação de seed phrases;

Vale dizer que a proposta recebeu críticas imediatas de parte da comunidade do Bitcoin, com opositores classificando a medida como excessivamente autoritária ou confiscatória, por supostamente contrariar a filosofia de adesão voluntária às atualizações da rede.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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