Copasa (CSMG3): Gerais Saneamento sinaliza rescisão antecipada de acordo de acionistas com MG
A Gerais Saneamento, empresa controlada pela Equatorial (EQTL3) e responsável pela privatização da Copasa (CSMG3), comunicou a intenção de solicitar a rescisão antecipada do acordo de acionistas firmado com o governo de Minas Gerais, segundo fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira (25).
De acordo com o documento, o encerramento do acordo, celebrado em 11 de junho de 2026, só avançará caso sejam aprovados, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a cláusula 4.5 e o Anexo 4.5, que tratam de matérias previstas no acordo.
Os dispositivos dizem respeito à golden share, ação que dará ao Estado o direito de indicar um membro do conselho de administração e um membro do conselho fiscal.
Qualquer tentativa futura de retirar ou modificar esses direitos dependerá da autorização do próprio Estado.
A golden share é uma ação com direitos especiais, que podem ser assegurados ao seu titular mesmo quando ele não detém o controle econômico da empresa.
“A companhia manterá o mercado informado dos desdobramentos relevantes do assunto objeto deste fato relevante, incluindo a respeito da efetiva Rescisão Antecipada, após as confirmações pertinentes”.
Nota à impresa da Equatorial
Em nota à imprensa neste sábado (26), a Equatorial esclareceu que, ao contrário do divulgado, a comunicação veiculada pela Copasa não representa “qualquer intenção de saída ou de desinvestimento na companhia”, refutando qualquer menção à reestatização por absoluta falta de pertinência ao caso.
A Equatorial, por meio da Gerais Saneamento, mantém sua participação de 30% no capital da Copasa e permanece legitimamente como investidora de referência da companhia.
“Vale esclarecer que referida comunicação refere-se exclusivamente à possibilidade de rescisão antecipada do Acordo de Acionistas celebrado com o Estado de Minas Gerais, sendo etapa prevista nos documentos da oferta, que está condicionada à aprovação das matérias previstas para a Assembleia Geral Extraordinária de 28 de setembro”, explica a empresa.
De acordo com a empresa, trata-se, portanto, de uma etapa regular do processo, relacionada ao acordo societário e à governança da Copasa, que em nada altera a participação acionária da Equatorial na companhia nem sua condição de acionista de referência.