‘Circuit breaker’ em ação: entenda como funciona o botão de pânico da bolsa, acionado nesta segunda-feira (26)
Às 10h03 desta segunda-feira (26), as negociações do Ibovespa (IBOV) foram suspensas devido ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações com o objetivo de evitar uma forte derrocada da bolsa. Hoje, o mercado digere a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.
O “botão do pânico” é acionado quando o principal índice da bolsa brasileira registra queda de ou superior a 10%, o que causa uma interrupção nas negociações por 30 minutos.
Caso as perdas cheguem a 15% após as negociações voltarem, há suspensão por uma hora. Quando há queda de 20%, as negociações são suspensas por tempo indeterminado — a B3 pode, inclusive, encerrar o pregão de maneira antecipada.
Vale pontuar que essas regras se referem ao mercado à vista. No mercado futuro, a B3 ampliou, de forma excepcional nesta segunda-feira (26), de 10% para 15% o limite de queda do Ibovespa futuro e do mini-Ibovespa futuro.
Na retomada das negociações, o IBOV abriu com queda de 16,88%, aos 170.461,14 pontos.
Mercado reage à reeleição de Lula
Com 100% das urnas apuradas, o presidente Lula teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.
O resultado contrariou as pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista.
“A reeleição de Lula exige uma reavaliação do prêmio de risco dos ativos brasileiros. Depois da forte valorização observada após o primeiro turno, o resultado representa uma surpresa negativa para o posicionamento predominante dos investidores, o que deve provocar ajustes expressivos nas carteiras”, avalia a Monte Bravo.
No pré-mercado, o iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos –, chegou a cair mais de 30%.