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Carteiras de criptomoedas para setembro: Bitcoin (BTC) é unanimidade entre especialistas, que também recomendam investimentos temáticos

07 set 2026, 12:00
Carteira recomendada para setembro (Imagem: ChatGPT)
Carteira recomendada para setembro (Imagem: ChatGPT)

A recuperação do mercado de criptomoedas observada em agosto colocou o setor novamente no radar dos investidores.

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Para setembro, as carteiras divulgadas por Marcelo Person, da Foxbit, Felipe Mendes, da Vault Capital, Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin (MB), e Julain Colombo, analista da Bitso, convergem em uma avaliação: o comportamento dos juros americanos, os fluxos para ETFs de bitcoin (BTC) e os avanços regulatórios nos Estados Unidos tendem a definir o rumo dos ativos digitais nas próximas semanas.

Entre as recomendações, o grande consenso é o bitcoin (BTC), unanimidade entre os analistas.

A principal criptomoeda do mercado é vista como a principal beneficiária do retorno do capital institucional, da ampliação das operações de recompra de títulos pelo Tesouro americano e das crescentes preocupações com a trajetória fiscal dos Estados Unidos.

Ethereum (ETH) e solana (SOL) também aparecem entre os ativos mais lembrados pelas instituições, refletindo a expectativa de que blockchains consolidadas possam capturar parte relevante do fluxo institucional em um ambiente regulatório mais favorável.

Criptomoedas mais recomendadas para setembro

CriptomoedaNomeNúmero de recomendações
BTCBitcoin4
ETHEthereum3
SOLSolana3
HYPEHyperliquid2
XRPXRP1
LINKChainlink1
TRXTron1
UNIUniswap1
AAVEAave1
VIRTUALVirtuals Protocol1
USDCUSD Coin1
PAXGPAX Gold1

Bitcoin lidera consenso

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Na Foxbit, o bitcoin permanece como a principal referência do mercado, beneficiado pela retomada das entradas nos ETFs à vista e pela expectativa em torno das próximas decisões do Federal Reserve.

A Vault Capital também aposta no ativo como principal exposição ao cenário macroeconômico. Em relatório enviado ao Crypto Times, a casa afirma que a tese do BTC em setembro depende menos de narrativas específicas do setor e mais da continuidade das condições de liquidez globais e da demanda institucional pelos ETFs americanos.

Já a Bitso acrescenta um novo elemento ao debate: a preocupação crescente com a sustentabilidade da dívida pública americana.

A corretora destaca que o fundador da Bridgewater Associates, Ray Dalio, recomendou recentemente menor exposição a títulos de dívida e maior participação em ativos como ouro e bitcoin, reforçando o papel da criptomoeda como potencial instrumento de proteção contra riscos monetários.

Ethereum e solana são criptomoedas favoritas

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Ethereum e solana aparecem como as principais apostas entre as altcoins.

A Foxbit destaca o avanço da atualização Glamsterdam no Ethereum e a relevância crescente da rede em segmentos como stablecoins, finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos.

O Mercado Bitcoin reforça que a possível evolução regulatória nos Estados Unidos pode favorecer blockchains consolidadas, enquanto níveis recordes de ETH em staking ajudam a reduzir a oferta disponível no mercado.

No caso da Solana, tanto Foxbit quanto Mercado Bitcoin apontam melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência como fatores de destaque. A Bitso também incluiu o ativo em sua seleção, ressaltando o impacto das atualizações da Agave 4.2 e o fortalecimento do fluxo institucional para a rede.

Hyperliquid divide opiniões

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A Hyperliquid (HYPE) aparece nas recomendações da Foxbit e do Mercado Bitcoin. Ambas as instituições enxergam valor no modelo de recompra de tokens financiado pelas receitas geradas pela plataforma de derivativos descentralizados.

A Bitso, por outro lado, adota uma postura mais cautelosa. Segundo a análise, apesar da atividade elevada da rede, há preocupações relacionadas à queda de receitas, enfraquecimento dos fluxos e desbloqueios recorrentes de tokens, fatores que podem limitar o potencial de valorização no curto prazo.

A Vault Capital seguiu por um caminho diferente ao incluir chainlink (LINK) e tron (TRX) em sua carteira.

Para a gestora, a Chainlink se beneficia da expansão do uso institucional de sua infraestrutura de interoperabilidade, enquanto a Tron se destaca pelo crescimento do volume de transações com stablecoins, funcionando como uma aposta mais defensiva dentro do universo cripto.

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O Mercado Bitcoin acrescentou ainda Uniswap (UNI), Aave (AAVE) e Virtuals Protocol (VIRTUAL), citando mecanismos de recompra de tokens, crescimento do setor de finanças descentralizadas e oportunidades ligadas à tokenização de agentes de inteligência artificial.

Outras classes de criptomoedas: stablecoins e ouro tokenizado

A Bitso foi a única instituição a incluir ativos não presentes nas demais carteiras. Entre eles está a USD Coin (USDC), cuja tese está ligada ao lançamento da rede Arc pela Circle, previsto para 16 de setembro.

A infraestrutura deverá utilizar a stablecoin como ativo nativo e contar com instituições como BlackRock, Visa, Mastercard, ICE e Standard Chartered entre os validadores fundadores.

Outra recomendação exclusiva é o PAX Gold (PAXG), token lastreado em ouro físico. Segundo a corretora, o aumento das preocupações com dívida soberana e desvalorização monetária pode impulsionar a busca por ativos defensivos tokenizados, em linha com a recente recomendação de alocação em ouro feita por Ray Dalio.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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