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BTG Pactual quer seguir crescendo no agro e vê bancos como peça-chave na retomada: ‘É hora de estar mais próximo das empresas’

30 abr 2026, 16:33 - atualizado em 30 abr 2026, 16:34
Btg pactual agronegócio crédito
(Foto: Divulgação)

O BTG Pactual pretende manter o ritmo de crescimento no agronegócio em 2026, mesmo diante de um cenário mais desafiador para o setor. A avaliação é de Rogério Stallone, sócio responsável pela área de crédito corporativo, que destaca o papel dos bancos em um momento de transição.

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“É hora de os bancos estarem mais próximos das empresas, ajudando a atravessar esse ciclo”, afirmou o executivo em entrevista ao Money Times na Agrishow, evento que acontece nesta semana em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o executivo, o portfólio de crédito do BTG Pactual segue “bem defendido”, com foco em produtores de maior qualidade, operações com garantias robustas e níveis de provisão considerados adequados.

Hoje, o agronegócio representa cerca de 25% da carteira total do banco, que soma aproximadamente R$ 262 bilhões.

(Foto: Money Times)
Estande do BTG Pactual na Agrishow – Foto: Pasquale Salvo

Apesar da resiliência da carteira, o ambiente para o setor é mais complexo do que nos anos recentes. Stallone aponta uma combinação de fatores que pressiona os produtores: juros elevados por mais tempo, queda na relação de troca e preços menos favoráveis das commodities.

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“Você tem margens mais apertadas combinadas com um custo de capital ainda alto. Mesmo com o início da queda da Selic, esse efeito demora a chegar na ponta”, disse.

O executivo lembra que o período entre 2020 e 2022 foi marcado por crédito abundante e preços elevados, o que favoreceu o crescimento do setor. Desde meados de 2023, porém, o cenário mudou, com uma fase mais desafiadora, que deve se estender no curto prazo.

Ainda assim, Stallone avalia que a maior parte dos produtores segue capitalizada, com balanços equilibrados e dívidas alongadas. Para aqueles mais alavancados, o movimento tem sido de ajuste: venda de ativos, como terras, e redução do ritmo de crescimento para recomposição financeira.

“O produtor brasileiro tem uma vantagem estrutural importante, que é o baixo custo de produção. Isso garante competitividade mesmo em cenários mais difíceis”, afirmou.

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As recuperações judiciais e as oportunidades da ‘porteira para fora’

Sobre o aumento dos pedidos de recuperação judicial (RJ) no agro, o executivo diz que o instrumento é válido, mas faz ressalvas quanto ao uso oportunista.

“A recuperação judicial é legítima quando necessária, mas precisa respeitar garantias e não pode ser usada apenas como estratégia para obter desconto de dívida”, disse.

Para além da porteira, o banco segue otimista com oportunidades em infraestrutura ligada ao agro, como armazenagem, logística e transporte. A avaliação é de que o crescimento do setor nos últimos anos ainda não foi acompanhado por investimentos suficientes nessas áreas.

Stallone também destaca a evolução do agro brasileiro em termos de tecnologia e capital humano, classificando o setor como um dos mais avançados do país.

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“Hoje você visita uma feira e vê o nível de tecnologia embarcada. O agro brasileiro está na vanguarda, seja em máquinas, genética ou biocombustíveis”, afirmou.

O papel dos bancos e a maior proximidade do BTG com o agronegócio

Na estratégia do BTG Pactual, a proximidade com o cliente ganha ainda mais relevância em um momento em que o mercado de capitais está mais retraído, reduzindo a oferta de instrumentos como CRAs e Fiagros.

“Quando o mercado de capitais diminui, o papel dos bancos cresce. É nesse momento que precisamos estar junto das empresas, entendendo as necessidades e oferecendo soluções sob medida”, disse.

Stallone avalia que a aproximação entre o agronegócio e a Faria Lima tende a se intensificar, acompanhando o peso crescente do setor na economia brasileira.

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“Um setor que representa quase 30% do PIB não pode ficar à margem. Essa conexão está avançando ano após ano”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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