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BTG (BPAC11): Lucro salta 42% e chega a R$ 4,8 bilhões no 1T26

11 maio 2026, 6:13 - atualizado em 11 maio 2026, 9:10
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O BTG não só ultrapassou como abriu distância para o Itaú no quesito rentabilidade

O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões, alta de 42% em relação ao mesmo período de 2025, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda (11).

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O ROE, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 26,6% no ano, salto de 3,4 pontos percentuais, mas queda de um ponto percentual em relação ao quarto trimestre.

Dessa forma, o BTG não só ultrapassou como abriu distância para o Itaú (ITUB4) no quesito rentabilidade, que chegou a 24% nesse trimestre. O BTG, junto com o Itaú, integra a seleta lista de bancos que conseguiram manter a rentabilidade acima de 20%.

O Santander (SANB11) possui ROE de 16%, e Bradesco (BBDC4), que está em franca melhora, 15,8%.

Além de estar crescendo mais do que seus concorrentes, a melhora chama atenção por ocorrer em um ambiente macroeconômico difícil, em meio a um cenário de juros altos, na casa dos 15%.

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“Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, mesmo diante de um cenário mais desafiador ao longo do período, marcado por maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas. Esse desempenho reflete a força e a diversificação da nossa plataforma”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Já a receita do banco de investimento no período cresceu 34%, para recorde de R$ 9,9 bilhões, “mesmo em um ambiente mais desafiador marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e maior volatilidade nos mercados”.

“Os resultados recordes em corporate lending e wealth management, aliados à performance consistente das demais áreas de negócio, sustentaram o forte desempenho do período e impulsionaram a expansão das receitas”, destaca.

Destaques do BTG

Entre as áreas, houve crescimento (e recordes) em várias linhas.

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O investment banking teve receita de R$ 627,9 milhões, disparada de 65,1% em relação ao mesmo período de 2025. No trimestre, houve queda de 9,3%, porém.

De acordo com o BTG, o resultado no trimestre foi impulsionado principalmente pela performance da franquia de DCM, enquanto M&A (fusões e aquisições) teve desempenho sólido e ECM, que atua na coordenação, estruturação e colocação de ofertas públicas de ações, também contribuiu positivamente.

No corporate lending, houve mais receitas recordes, de R$ 2,3 bilhões, crescimento trimestral de 4,2% e de 20,7% na comparação anual “impulsionado pela contínua expansão da carteira, apoiada por uma originação de crédito disciplinada, o que reforça a natureza recorrente das receitas”.

O portfólio de crédito totalizou R$ 281,1 bilhões, alta de 7,2% na comparação trimestral. Segundo o BTG, o crescimento refletiu disciplina na originação de crédito aliada à uma menor pressão competitiva dos mercados de capitais ao longo do trimestre.

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Já em 2025, a carteira de crédito avançou 21,9%. Desse montante, R$ 32,9 bilhões referem-se à carteira de pequenas e médias empresas, avanço de 16,3% na comparação com o 1T25.

A área de sales & trading somou R$ 1,8 bilhão, aumento de 43,1% contra o mesmo período de 2025, “refletindo a contínua expansão da nossa base de clientes, com maiores níveis de atividade recorrente e uma ampla gama de produtos”.

Em relação ao trimestre anterior, as receitas desaceleraram 6,6%, após um desempenho recorde no período anterior.

No segmento de gestão, a despeito do mercado difícil, a Asset Management viu sua receita crescer 6,5% no ano, para R$ 783,4 milhões.

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Contudo, houve queda 8,9% no trimestre, “que apresentou um desempenho particularmente forte, sustentado por maiores receitas de performance fees, além do menor número de dias úteis no primeiro trimestre”.

A área atingiu R$ 1,31 trilhão em ativos sob gestão e administração (AuM/AuA), crescimento de 28,1%, impulsionado pela forte captação líquida (NNM) de R$ 47,9 bilhões no trimestre,

Em wealth management e personal banking, que cuida da gestão de riquezas, houve mais um recorde, de R$ 1,5 bilhão, alta de 44,6% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo maior nível de atividade de clientes.

Já as despesas operacionais totais somaram R$ 4,2 bilhões no 1T26, aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 25,5% na comparação anual.

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“O aumento trimestral foi impulsionado principalmente por maiores despesas com salários e benefícios, como resultado do ciclo anual de promoções e reajustes salariais”.

Nova área do BTG

Com a aquisição das ações do Banco PAN, o BTG Pactual passou a consolidar integralmente os resultados do PAN e da Too Seguros em seus resultados gerenciais, criando a área de consumer finance & banking.

Na nova vertical, a carteira de crédito alcançou R$ 73,6 bilhões, crescimento de 14,1% no trimestre, impulsionado principalmente pela originação de crédito consignado e financiamento de veículos.

As receitas totalizaram R$ 1,1 bilhão, crescimento de 20,4% em relação aos R$ 934,5 milhões registrados no quarto trimestre.

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A Too Seguros, por sua vez, registrou receitas de R$ 171 milhões no período, alta de 44,2% em relação ao trimestre anterior.

O Money Times faz parte do mesmo grupo do BTG Pactual.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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