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CEO da BrasilAgro (AGRO3) abre o jogo sobre prejuízo

04 set 2026, 9:36
brasilagro agro3 (3)
(iStock.com/RollingEarth)

A BrasilAgro (AGRO3) reportou um prejuízo líquido total de R$ 13,943 milhões no quarto trimestre da safra 2025/2026 (4T26), contra um lucro de R$ 61,281 milhões no mesmo trimestre do ano passado.

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A receita líquida também recuou: uma queda de 25%, saindo de R$ 340 milhões para R$ 255 milhões. Já o Ebitda ajustado total apresentou um recuo de 21% no mesmo comparativo, de R$ 72 milhões para 56 milhões.

Segundo o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, o principal fator que pressionou o resultado trimestral foi a cana-de-açúcar que a companhia não conseguiu colher e entregar dentro do período.

No acumulado do exercício, a empresa também foi afetada pela ausência de vendas de fazendas e pelos juros elevados, segundo o executivo.

No 4T26, a margem bruta da cana-de-açúcar ficou em 10%, recuo de 2 pontos percentuais em relação ao 4T25.

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Segundo Guillaumon, a companhia normalmente esperava colher entre 500 mil e 600 mil toneladas no período, mas o volume ficou próximo de 280 mil toneladas. A parcela postergada deverá contribuir para os resultados do próximo trimestre.

Para o novo ciclo, a companhia espera que o açúcar próximo de US$ 0,17 por libra-peso e o etanol entre R$ 2,70 e R$ 2,80 por litro permitam uma recuperação das margens históricas da cana, ao redor de R$ 2,5 mil por hectare.

A empresa não espera, porém, o retorno das margens excepcionais de R$ 5 mil a R$ 6 mil por hectare observadas há dois ou três anos, principalmente diante do avanço do etanol de milho.

A BrasilAgro no 4T26 e o que vem pela frente, segundo o CEO

A BrasilAgro encerrou o exercício sem concluir a venda de propriedades no Brasil, algo que não ocorria desde o ano-calendário de 2016. A monetização das terras é uma parte central do modelo de negócios da companhia e foi um dos fatores que explicaram a comparação desfavorável com o ano anterior.

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Apesar do ambiente de menor liquidez e do avanço das recuperações judiciais no agronegócio, Guillaumon afirmou que a empresa pretende voltar a vender fazendas no novo exercício.

No próximo ano, nós vamos estar falando de venda de fazendas. Sem dúvida nenhuma”, afirmou o executivo, em entrevista coletiva.

A companhia voltou a incluir a venda de propriedades entre seus objetivos para o ciclo e já discutiu a meta com o Conselho de Administração. O CEO ponderou, entretanto, que a expectativa se refere ao próximo ano, sem garantir a conclusão de uma operação já no trimestre seguinte.

Nos últimos quatro a cinco anos, a BrasilAgro vendeu mais de R$ 2 bilhões em propriedades. Guillaumon afirma que não espera necessariamente repetir esse volume no próximo período, uma vez que a companhia pretende agir de maneira anticíclica.

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Quando todo mundo está comprando, a gente quer vender; e, quando todo mundo está vendendo, a gente quer comprar”, disse.

A companhia considera que sua alavancagem saudável e o volume de recebíveis provenientes de vendas anteriores lhe dão capacidade para realizar novas aquisições em meio à pressão financeira enfrentada por produtores e empresas do setor.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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