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Brasil vive “braço de ferro” entre bons fundamentos e incertezas, diz Garde

Conrado Mazzoni - 14/11/2017 - 16:59

O Brasil encontra-se em um braço de ferro entre seus bons fundamentos e o aumento das incertezas domésticas e externas, segundo avaliação da gestora de recursos Garde.

O segundo levou vantagem sobre o primeiro ao longo do mês de outubro. Olhando adiante, porém, a equipe da casa vê o cenário a favor do Brasil, apesar dos riscos.

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“Mantemos nossa visão construtiva para os fundamentos da economia brasileira que, mesmo em um cenário de piora adicional nos mercados internacionais, apresenta um grande colchão externo e pouca necessidade de financiamento de fora”, diz a carta mensal de novembro da Garde.

Já a nuvem pairando sobre o ambiente interno chama-se política. Embora admita que os primeiros sinais provenientes das pesquisas eleitorais sejam desfavoráveis, o time da gestora minimiza os resultados. Trata-se mais de um recall dos candidatos do que efetivamente a intenção de voto.

“A experiência doméstica e internacional aponta para a dificuldade dos mercados em precificarem, de forma tão antecipada, os riscos inerentes às eleições”, escreve a equipe da Garde.

Fundamentos

Quanto aos fundamentos, os gestores enfatizam as contas externas (“mapeamos influxos específicos de divisas, incluindo aquisições e IPOs, que poderão ultrapassar US$ 10 bilhões”) e o quadro de “evolução fiscal”, mesmo com o aumento das metas de déficit para este ano e 2018.

“Basicamente, a reavaliação da taxa de juros neutra da economia e do potencial de crescimento trouxe para baixo o tamanho do esforço fiscal necessário para estabilizar a relação dı́vida/PIB. Assim, o superávit primário para estabilizar a dı́vida que se encontrava acima de 2%, com expectativas de crescimento mais baixas e de juros mais altos, agora encontram-se abaixo de 1%”, observa a equipe da Garde.

Eles mantêm a projeção de crescimento de 0,7% do PIB brasileiro neste ano, seguido de expansão de 2,7% em 2018. “Os fundamentos ainda apontam para um cenário de atividade e inflação confortável, o que deverá permitir que o BC reduza a taxa de juros para a mínima de 6,75%.”

 

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