Bitcoin (BTC) cai mais de 2% após tom duro do Federal Reserve contra inflação; veja os preços das criptomoedas nesta quinta-feira (30)
O Bitcoin (BTC)é negociado na casa dos US$ 76 mil na manhã desta quinta-feira (30), com uma queda de mais de 2% nas primeiras horas do dia.
O mercado global de criptomoedas também recua nesta véspera de feriado no Brasil, com alguns tokens perdendo até 3% do valor nas últimas 24h.
No mercado tradicional, as bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única, enquanto as praças europeias operam de forma mista. Já os futuros de Nova York também apresentam desempenho irregular nesta manhã.
Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Ativo | Preço | 24h | 7d | YTD |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 76.053,55 | -2,04% | -1,88% | -13,09% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.263,69 | -3,02% | -2,34% | -23,71% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 0,9996 | -0,02% | -0,07% | 0,12% |
| 4 | XRP (XRP) | US$ 1,37 | -1,89% | -2,92% | -25,50% |
| 5 | BNB (BNB) | US$ 615,86 | -1,87% | -2,53% | -28,66% |
| 6 | USDC (USDC) | US$ 0,9998 | 0,00% | 0,00% | 0,02% |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 83,00 | -2,48% | -2,89% | -33,32% |
| 8 | TRON (TRX) | US$ 0,3258 | 0,76% | -0,76% | 14,61% |
| 9 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,1066 | -2,79% | 11,36% | -9,05% |
| 10 | Hyperliquid (HYPE) | US$ 39,02 | -3,70% | -4,49% | 53,46% |
Bitcoin (BTC) digere Federal Reserve
Ontem (29), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter os juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
No comunicado divulgado após a decisão, a autoridade monetária ressaltou que a atividade econômica continua avançando de forma sólida, enquanto o mercado de trabalho mostra criação de vagas mais moderada e taxa de desemprego estável.
Entretanto, a inflação segue elevada, em parte refletindo a recente alta nos preços globais de energia.
Vale destacar que houve uma reprecificação do risco após a divulgação de que a votação do Fomc foi de 8 a 4 para a manutenção dos juros, sendo que um membro defendeu o corte imediato de juros e três se opuseram a manter qualquer viés dovish.
Trata-se do maior número de dissidências desde 1992. Isso sinaliza que o maior problema do Fed já não é mais quando cortar juros, mas sim que o consenso interno sobre a própria natureza da inflação está começando a se fragmentar.