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Bitcoin (BTC) cai quase 5% na semana com perspectivas negativas aumentando; veja o que foi destaque na semana das criptomoedas

22 maio 2026, 8:25 - atualizado em 22 maio 2026, 8:25
Bitcoin (BTC) cai e puxa mercado de criptomoedas para baixo. (Imagem Gemini Pro)
Bitcoin (BTC) cai e puxa mercado de criptomoedas para baixo. (Imagem Gemini Pro)

O Bitcoin (BTC) caminha para fechar a semana com uma queda de cerca de 5%, consolidando o patamar semanal de US$ 77 mil ao longo dos últimos dias.

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O mercado global de criptomoedas recua nos últimos sete dias, após uma mistura de poucas notícias que mexem com o setor e temores envolvendo o futuro dos juros e da liquidez global.

No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam no positivo. O mercado europeu avança, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura de alta.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#AtivoPreço24h7dYTD
1Bitcoin (BTC)US$ 77.213,88-0,04%-4,21%-11,77%
2Ethereum (ETH)US$ 2.120,750,29%-6,08%-28,52%
3Tether (USDT)US$ 0,9988-0,02%-0,08%0,03%
4BNB (BNB)US$ 655,941,26%-4,75%-24,01%
5XRP (XRP)US$ 1,35-0,43%-7,74%-26,13%
6USDC (USDC)US$ 0,9995-0,01%0,00%0,01%
7Solana (SOL)US$ 86,881,37%-4,84%-30,20%
8TRON (TRX)US$ 0,36461,01%3,63%28,27%
9Dogecoin (DOGE)US$ 0,10571,51%-7,96%-9,82%
10Hyperliquid (HYPE)US$ 59,193,15%30,92%132,78%
Fonte: Coin Market Cap.

A semana do Bitcoin (BTC)

Os últimos dias podem ser definidos com um roteiro claro: queda no início da semana, seguida por estabilização e, por fim, um período de consolidação de preços, marcado pela ausência de catalisadores e pela influência dominante do cenário macroeconômico.

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O começo da semana foi marcado pelo vencimento de cerca de US$ 4 bilhões em opções do ETF IBIT, o maior de BTC dos Estados Unidos, que aumentou a volatilidade ao longo do fim de semana.

Ao mesmo tempo, o ambiente internacional contribuía para o mau humor, com bolsas em queda e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA voltando a subir, o que tende a reduzir a liquidez global. Esse comportamento revelou uma mudança importante na dinâmica do mercado.

Com a ausência de novos gatilhos específicos para criptoativos, investidores passaram a olhar com mais atenção para o cenário macroeconômico, especialmente para o mercado de dívida soberana.

Ao longo da semana, os rendimentos dos Treasuries avançaram e entraram, segundo bancos como Morgan Stanley e HSBC, em uma “zona de perigo” capaz de pressionar ativos de risco globalmente. O Treasury de 10 anos superou 4,5%, enquanto o de 30 anos voltou a ultrapassar 5%, em um movimento que reforça o encarecimento do custo de capital no mundo.

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Na prática, o efeito desse cenário foi direto para o mercado de criptomoedas. Com juros mais elevados, o fluxo de capital tende a migrar para ativos considerados mais seguros, reduzindo o apetite por risco.

Assim, o Bitcoin passou a operar de forma cada vez mais atrelada às condições de liquidez global, abandonando — ao menos no curto prazo — narrativas próprias do setor.

Nem mesmo eventos relevantes, como a divulgação dos resultados da Nvidia, considerada um dos principais termômetros do setor de tecnologia, conseguiram gerar impacto significativo nos preços.

Assim, o Bitcoin termina a semana sem destaques relevantes, de olho nos indicadores norte-americanos da próxima semana: o PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve para balizar a decisão sobre juros, e uma bateria de outros indicadores das principais economias do globo.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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