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Bitcoin (BTC) salta e mercado de criptomoedas avança até 13% hoje; veja o que mexe com os preços nesta sexta-feira (18)

18 set 2026, 9:18
Bitcoin (BTC) em alta (Imagem: ChatGPT)
Bitcoin (BTC) em alta (Imagem: ChatGPT)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 78 mil na manhã desta sexta-feira (18) após uma valorização de mais de 2% nas últimas 24h. Assim, a maior moeda digital do mundo caminha para fechar a semana em alta de pouco mais de 1%.

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O mercado global de criptomoedas avança hoje, com algumas altcoins avançando até 13% nas últimas 24h, como é o caso de Hyperliquid (HYPE). No acumulado da semana, no entanto, a ganhadora é a ZCash (ZEC), que registra ganhos de mais de 33%.

No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam em alta hoje. Já na Europa, as bolsas começam o dia em queda e os futuros de Nova York avançam hoje.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

CriptoPreço24h7d30d
Bitcoin (BTC)US$ 77.953,341,92%1,38%-10,92%
Ethereum (ETH)US$ 2.502,082,30%2,11%-15,67%
Tether (USDT)US$ 0,99920,02%-0,03%0,07%
BNB (BNB)US$ 747,823,08%5,00%-13,37%
XRP (XRP)US$ 1,321,62%-0,38%-28,18%
USDC (USDC)US$ 0,99990,01%0,01%0,03%
Solana (SOL)US$ 105,525,22%6,31%-15,23%
TRON (TRX)US$ 0,33750,98%0,50%18,75%
Zcash (ZEC)US$ 1.460,057,23%33,72%184,89%
Hyperliquid (HYPE)US$ 89,8512,76%13,78%253,32%

Bitcoin (BTC) e a política monetária

Ao longo da semana, o bitcoin absorveu dois choques em 48 horas: a votação fracassada do Senado americano sobre o encerramento do debate do Clarity Act, que levou a criptomoeda a cair 4%, para US$ 75,9mil, e a alta de 25 pontos-base promovida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) no dia seguinte, algo que fez o preço se recuperar.

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A decisão do Fed, que elevou os juros para 3,75%–4%, já estava amplamente precificada, e a atenção se concentrou na comunicação. Warsh afirmou que a inflação continua alta demais e que as condições financeiras não parecem restritivas, descrevendo a alta como uma retirada de acomodação monetária.

Além disso, os fluxos institucionais reforçaram a tese de uma certa resiliência do BTC: após saídas de US$ 450 milhões e US$ 296 milhões dos ETFs à vista de Bitcoin em 15 e 16 de setembro, respectivamente, houve entrada de US$ 159 milhões no dia 17.

Com a dominância do bitcoin em 56,6%, o movimento parece ter refletido mais uma reprecificação de risco do que uma deterioração específica do mercado cripto.

Do mesmo modo, no Japão, o Banco do Japão (BoJ) elevou os juros em 25 pontos-base, para 1,25%, mas o iene se enfraqueceu após a decisão, enquanto o rendimento do JGB de 10 anos recuou. O episódio reforça o dilema de Tóquio: juros mais altos podem ajudar a sustentar a moeda e conter a inflação, mas também aumentam os custos de financiamento do governo.

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O mercado agora estará atento à orientação de Kazuo Ueda, presidente da instituição, sobre novos aumentos, enquanto a pressão fiscal cresce e o rendimento dos JGBs chega a níveis elevados.

Em contraste, o Reino Unido também foi uma decisão relevante: o Banco da Inglaterra (BoE) manteve os juros em 3,75%, abandonou planos de vender títulos de longo prazo e desacelerou o aperto quantitativo.

Os custos de capital cada vez mais elevados tendem a drenar os recursos das criptomoedas. No entanto, os analistas enxergam que o cenário pode reforçar a tese de investimento nas criptomoedas como uma alternativa aos ativos denominados em dólar ou dívida pública.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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