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Bitcoin (BTC) vai a US$ 62 mil apesar da trégua entre Estados Unidos e Irã; veja preços das criptomoedas nesta segunda-feira (3)

03 ago 2026, 8:01
Bitcoin (BTC), a maior criptomoeda do mundo (Imagem: ChatGPT)
Bitcoin (BTC), a maior criptomoeda do mundo (Imagem: ChatGPT)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 62 mil, com uma queda de menos de 1% nas primeiras horas desta segunda-feira (3). A maior moeda digital do mundo encerrou o mês de julho com uma valorização da ordem de 7,25%. No entanto, em 2026, os preços recuam quase 30%.

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O mercado global de criptomoedas opera sem um único sinal, apesar do relativo alívio com relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Entre os destaques, a Hyperliquid (HYPE) acumula perdas de 12% nos últimos sete dias.

No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam mistas. As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, enquanto os futuros de Nova York avançam nesta manhã.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#Criptomoeda (Ticker)Preço24h7dYTD
1Bitcoin (BTC)US$ 62.603,80-0,84%-4,13%-28,46%
2Ethereum (ETH)US$ 1.842,43-1,33%-6,32%-37,90%
3Tether (USDT)US$ 0,9986-0,03%-0,04%0,02%
4BNB (BNB)US$ 585,910,45%2,26%-32,13%
5USDC (USDC)US$ 0,9997-0,01%0,00%0,01%
6XRP (XRP)US$ 1,06-1,07%-3,54%-41,95%
7Solana (SOL)US$ 72,49-1,00%-5,28%-41,77%
8TRON (TRX)US$ 0,32760,40%-0,90%15,25%
9Hyperliquid (HYPE)US$ 52,642,21%-12,71%107,00%
10Dogecoin (DOGE)US$ 0,06941-0,79%-4,47%-40,82%

Bitcoin (BTC) e o cenário macroeconômico

Com a agenda relativamente mais esvaziada nesta segunda-feira, os investidores permanecem atentos ao relatório de empregos mais importante dos Estados Unidos, o payroll, que deve ser divulgado apenas na sexta-feira (7).

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Até lá, o ADP e o Jolts, outras métricas de trabalho do país, devem calibrar as expectativas dos operadores do mercado.

O pano de fundo das negociações ainda conta com o panorama de liquidez global dos mercados, em especial no Japão. As operações de carry trade (isto é, negociação de títulos da dívida soberana barata por outros que pagam juros mais elevados) seguem ameaçadas com o avanço do aperto monetário no país, que tem bonds historicamente baratos.

Japão e Estados Unidos teriam coordenado esforços para fortalecer o iene artificialmente, marcando uma mudança relevante na dinâmica global entre as moedas. A questão vai além da taxa de câmbio, já que a persistente fraqueza da moeda japonesa pode gerar riscos financeiros mais amplos por meio do mercado de títulos japonês e dos fluxos internacionais de capital.

Nesse cenário, as implicações para o mercado de criptomoedas seguem em duas direções.

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Em primeiro lugar, no curto prazo, a valorização mais forte do iene pode contribuir para uma desalavancagem entre diferentes classes de ativos e aumentar a volatilidade.

Já em um horizonte mais longo, uma maior estabilidade cambial pode reduzir a necessidade de intervenções recorrentes e limitar uma das possíveis fontes de pressão sobre a liquidez do mercado de Treasuries (os títulos do Tesouro norte-americano).

Assim, o panorama geral dos investidores continua incerto, com as criptomoedas tendo seus recursos drenados tanto pelos títulos soberanos mais atraentes quanto por teses envolvendo inteligência artificial (IA).

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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