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Análise técnica: A correção do Ibovespa acabou?

Gustavo Kahil - 17/11/2017 - 13:07

A correção do Ibovespa foi alertada nos gráficos após quase 20 dias indefinido e se confirmou ao perder os 73 mil pontos e mergulhar do nível próximo aos 77 mil pontos até perder os 71 mil pontos nesta semana. Agora, após um repique, muitos investidores já se questionam sobre a força do mercado para retornar o rumo de alta. Para os 5 analistas técnicos consultados pelo Money Times, a retomada do patamar ao redor dos 74 mil pontos pode ser a chave para voltar ao patamar próximo ao recorde.

“Com a alta de ontem (2,38%), o Ibovespa voltou para a região da primeira resistência em 72.800 pontos. O mercado precisa superar essa região para ganhar força no movimento de recuperação em direção a 73.500 e 74.500 pontos – patamar que passa a manter o índice em tendência de baixa no curto prazo”, projeta o time de análise técnica do Itaú BBA  composto por Fábio Perina e Eduardo Marzbanian.

“Após ter atingido a região dos 70.500, o Ibovespa ensaia uma reação de curto prazo. O cruzamento entre as linhas do Estocástico em região sobrevendida, sugere a continuidade deste movimento e na superação dos 73.100, o índice teria um próximo objetivo projetado em 74.400 pontos, forte barreira onde a força vendedora poderia atuar novamente”, avalia o analista técnico do Bradesco Maurício A. Camargo.

A visão é compartilhada pela equipe do Citi formada por Cauê Pinheiro e Larissa Nappo. “No campo superior, Ibovespa tem primeira resistência em 74.500 e precisa de uma consolidação acima deste patamar para seguir com espaço para cima em busca da renovação da sua máxima histórica, atualmente em 78.024”, explicam em um relatório.

Para a Benndorf Research, a estratégia agora é “aguardar por um sólido rompimento da resistência (intradiária) nos 74.000, esse movimento marca uma reversão positiva com alvo nas máximas”, avalia Victor Benndorf. Ele ainda indica uma recomendação não atrativa no curto prazo, mas atrativa no longo prazo.

“No cenário local, as expectativas (e ansiedades) em torno da reforma previdenciária devem continuar dando o tom e mantendo a volatilidade elevada (mais uma razão para aguardar por sólidos sinais de reversão positiva antes de assumir estratégias mais agressivas)”, sugere Benndorf.

Segundo o Santander, “a resistência em 76.900 pontos, agora mais distante, ainda aparece como a principal região a ser vencida num futuro movimento altista”. Ou seja, em um dia de cautela antes do feriado de segunda-feira, os investidores entram em mais um dia de indefinição dentro do movimento corretivo, que ainda parece não ter acabado.

 

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