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Ação da Hypera cai até 6% com envolvimento na operação Tira-Teima da PF

Gustavo Kahil - 10/04/2018 - 12:47

As ações da Hypera (HYPE3), ex-Hypermarcas, caíram até 5,9% (R$ 34,06) nesta terça-feira (10) em reação ao envolvimento da empresa na operação da Polícia Federal chamada de Tira-Teima. A investigação apura a compra de benefícios por empresários, por meio do pagamento de vantagens indevidas a políticos. A operação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Ao final do dia, os papéis terminaram em baixa de 3,26%, a R$ 35,02.

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Em fato relevante enviado ao mercado, a empresa disse que passa por busca e apreensão pela Polícia Federal e que, de acordo com as informações apuradas até o momento, está relacionada ao acordo de colaboração premiada celebrado por Nelson José de Mello, ex-Diretor de Relações Institucionais da companhia.

“A companhia reitera que está colaborando e colaborará com as investigações; os atos praticados pelo ex-executivo foram objeto de auditoria conduzida por assessores externos, a qual concluiu que Nelson José de Mello autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços; foi ressarcida pelos prejuízos sofridos; e não se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente pelo ex-executivo”, explica a Hypera.

De acordo com a PF, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiânia e Fortaleza. O objetivo, segundo a PF, é colher documentos que sirvam de elementos de prova após notícias de que doações de campanha foram feitas para abalizar contratos fictícios com a administração pública.

Para o Credit Suisse, as notícias sobre uma busca no escritório da Hypera são negativas, aumentam a volatilidade e explicam o declínio das ações hoje, mas que não há nada de novo. Os analistas Tobias Stingelin, Leandro Bastos e Pedro Pinto, destacam que o evento faz parte de uma investigação em curso, que a Hypera não foi acusada de qualquer delito e está cooperando e já processou e se distanciou de seu diretor anterior em 2016.

“Continuaremos monitorando a situação, mas o fato de a empresa já ter contratado ajuda externa para revisar mais de um milhão de arquivos e não ter encontrado nenhum delito é positivo”, pontuam. A recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), equivalente à compra, foi reiterada. O preço-alvo é de R$ 31,52.

(Atualizada às 21h17)

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Última atualização por Gustavo Kahil - 10/04/2018 - 21:28