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2018: Itaú e BB devem brilhar; Santander eleva preço-alvo para Itaúsa e Bradesco

Conrado Mazzoni - 12/12/2017 - 14:29

Os analistas do Santander veem os bancos brasileiros se recuperando de um ciclo de crédito fraco rumo a um cenário mais benigno. Eles seguem otimistas com o setor para 2018 e indicam “compra” para as ações de Itaú (ITUB4), Itaúsa (ITSA4) e Banco do Brasil (BBAS3). Já para o Bradesco (BBDC4) a recomendação é de “manutenção”.

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Em relatório enviado a clientes, a dupla Henrique Navarro e Olavo Arthuzo destaca a redução “gradativa” da inadimplência, a recuperação no crescimento do crédito, o panorama mais saudável de endividamento das famílias e a melhora dos índices de confiança do consumidor e dos empresários.

Soma-se a isso um ambiente competitivo mais benigno, com os bancos privados conquistando fatia de mercado, e uma política de provisões mais conservadora. A perspectiva de “redução de encargos de provisões” ganha relevância ao levar em conta um 2018 ainda relativamente fraco de volume de empréstimos e financiamento.

“É importante mencionar que um resultado positivo das mudanças estruturais (ou seja, reforma da Previdência) pode resultar em risco de alta para os nossos preços-alvo, considerando a melhoria do risco país”, dizem os analistas do Santander. A instituição financeira ressalva que as eleições podem trazer volatilidade aos papéis de bancos na B3, a exemplo do ocorrido em 2014.

Itaú (ITUB4)

As ações do Itaú são a principal recomendação da equipe de análise do Santander. O preço-alvo estimado para o fim de 2018 é de R$ 52. Os analistas ressaltam a redução mais lenta que o previsto nos spreads médios (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada dos clientes) e o controle de despesas de vendas de seguros e sinistros. “O banco continua a ser o melhor da categoria e em estágio mais avançado do que seus principais pares no atual ciclo de crédito.”

Banco do Brasil (BBAS3)

Henrique Navarro e Olavo Arthuzo sugerem “compra” ao Banco do Brasil, amparados no êxito da atual administração, liderada pelo CEO, Paulo Caffarelli, no controle de custos. Ele projetam crescimento de 18% no lucro do banco no ano que vem. O preço-alvo estipulado ao fim de 2018 é de R$ 42.

Bradesco (BBDC4)

Os analistas atualizaram o preço-alvo de Bradesco para o fim de 2018 para R$ 37, ante R$ 33,64. “Mantemos a cautela e esperamos que o banco enfrente desafios em um cenário difícil de taxas de inadimplência pressionadas (mas melhorando), tombadas a spreads em queda e fraco crescimento do crédito.”

Itaúsa (ITSA4)

Já para Itaúsa o preço-alvo ao fim de 2018 passou de R$ 12,60 para R$ 14,70. “A holding continua a buscar uma estratégia de diversificação de ativos e, depois da última aquisição de uma participação na Alpargatas (ALPA4), fica claro para nós que a Itaúsa está se concentrando em ativos mais lucrativos e valiosos, que devem contribuir para a manutenção de altos retornos no médio/longo prazo”.

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