Banco Central Europeu (BCE)

Villeroy diz que não tem dúvidas sobre a ferramenta antifragmentação do BCE

07 jul 2022, 9:36 - atualizado em 07 jul 2022, 9:36
Villeroy disse que o simples fato de que o BCE teria os meios sob o novo programa para intervir de forma maciça e rápida no mercado se necessário significa que isso provavelmente não será necessário (Imagem: REUTERS/Toru Hanai)

O membro do Banco Central Europeu François Villeroy de Galhau, disse nesta quinta-feira que não tem dúvidas de que os planos do banco para evitar uma ampliação injustificada dos spreads dos títulos da zona do euro vão sair do papel, depois de a Alemanha mostrar reservas.

Maior acionista do BCE, o banco central alemão estabeleceu na semana passada suas condições para fornecer novo apoio aos países mais endividados da zona do euro, após se opor a tal ajuda em uma reunião de emergência em junho.

“Não tenho dúvidas de que criaremos um instrumento eficaz de proteção contra a fragmentação injustificada”, disse Villeroy ao jornal francês Les Echos.

“Não se trata de uma preocupação política para ajudar tal ou tal governo. Para que a política monetária seja eficaz, ela precisa ser transmitida a todos os atores econômicos da zona do euro”, completou.

As autoridades do BCE se comprometeram a comprar mais títulos de países endividados, como a Itália, em uma reunião de emergência em 15 de junho para conter o spread cada vez maior entre seus custos de empréstimo e os da Alemanha, conforme o banco central se prepara para aumentar os juros.

Villeroy disse que o simples fato de que o BCE teria os meios sob o novo programa para intervir de forma maciça e rápida no mercado se necessário significa que isso provavelmente não será necessário.

Mas se forem utilizados, então os títulos comprados poderiam ser vendidos antes do vencimento quando as tensões do mercado diminuirem e a liquidez criada pelas compras possa ser “esterilizada”, acrescentou Villeroy.

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